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Releitura do viver bem

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plantas em casa

Entre e sinta-se à vontade

Uma casa de espírito livre e totalmente acolhedora. Sempre julgo esses adjetivos bastante apropriados para as casas madrilenas. E não nego: costumam ser minhas favoritas. Não sei se é por conta da identidade, mas tudo que olho me soa muito familiar, todos os arranjos me levam à casa de minha avó materna; ou se é em função da quantidade de possibilidades que elas carregam. Na verdade, acho que o que me seduz é essa combinação do conhecido com o possível. A que ilustra esse post não é diferente – um lar de 60 m2, que nem vou citar sobre o fantástico uso do espaço, mas sobre a maestria que teve em fazer o mobiliário totalmente básico se transformar em extraordinário. Muita linha reta, muita madeira clara, o mais básico e clean do mundo. Até as prateleiras não possuem nenhum trelelê. Mas todos os recintos esbanjam movimento, transpiram vida, são acolhedores de um jeito que só o abraço sabe ser. E sabe por quê? Porque ele é cheio de detalhes, porque ele tem cores quentes, porque ele tem tramas e texturas, porque ele tem coragem. Você percebe a alegria pairando e a cada mudança de ambiente sente o envolvimento impregnado ali, em muita coisa que demandou um “faça você mesmo” ou um cuidado grande no momento de compor e organizar.

Fonte: Design Elements

De bem com a vida

A casa é pré-fabricada. Os móveis, reciclados. Tem vaga para o jardim na área interna e externa. E tem sofá na varanda! É a típica casa de pessoas despojadas, que se preocupam muito mais em viver bem, levando a sério a releitura e uso dos espaços. Cores pontuais salpicam acessórios, móveis, portas e esquadrias. E as soluções? Tem pra todos os gostos e para diferentes finalidades. É mais uma daquelas casas que valem um olhar bem demorado, que são uma lição quando o assunto é “faça do seu jeito e parta para o abraço”. Mas sabe o que ela tem de mais interessante? É uma casa onde tudo se arranja de uma hora para outra, onde o sofá de varanda pode assumir o lugar do sofá oficial; os vasos podem ser arranjados de outras formas e com isso os espaços podem ganhar novos contornos; os cantinhos podem ser diagramados mais pra lá ou pra cá e com isso a casa ganha um novo frescor. É uma casa livre, com ritmo e sem prazo de validade.

 

Fonte: Revista Micasa

37 m2 de pura alegria

Esse apê é daqueles achados que nos enchem de alegria e de esperança. Daqueles que nos faz acreditar que é possível uma vida cheia de cor e com plantas em poucos metros quadrados ou, para ser mais específica, em 37 m2. Isso mesmo, pasme: 37 m2. Cores muito bem inseridas se destacam e disfarçam o nosso olhar, fazendo a gente nem se dar conta da metragem enxuta. E não é apenas isso. A cor utilizada nesse apê tem uma importância  gigante no conforto visual. Então, quando bater aquela vontade de usar cor em espaço pequeno, lembre-se que é possível, é apenas uma questão de encontrar a melhor maneira de fazer isso. E sempre há!

Quer encontrar mais inspirações? Então conheça nosso Instagram.

Fontes: Casa Vogue / Planete Deco

Tons terrosos

Um décor em tons terrosos é garantia de aconchego, acolhimento e também de muita bossa. Tá aqui essa casa lindona como prova disso. Usando e abusando de diversos itens ecléticos e tirando um excelente proveito da companhia do rosa e do mostarda, não há dúvida de que se trata de uma casa que preza pelo bem-estar. Embora sua arquitetura contemple elementos bem específicos, sua atmosfera não é algo difícil de reproduzir e é uma ótima inspiração para quem procura uma vibe descontraída e atemporal. Muita madeira natural; detalhes dourados que podem estar presentes em acessórios em latão ou cobre; fibras naturais; plantas com folhagens mais escuras e, claro, uma paleta de cores em tons quentes. Uma receita de sucesso que funciona em casas e apês e aceita muito bem o “tudo junto e misturado”.


Está em busca de acessórios ecléticos para o décor de sua casa? Em nosso Instagram, temos os garimpos, que são peças à venda cheias de história e personalidade, carinhosamente garimpadas e entregamos em todo Brasil.

Fonte: Decordemon

Quando a tinta muda a arquitetura

Ontem mesmo falei sobre o potencial da cor, mas sobre sua utilização de forma pontual. Pois hoje vou falar sobre sua utilização de maneira ampla, quando ela entra transbordando, causando, alterando aspectos da arquitetura e mudando gênios. Pois é, tinta tem esse poder todo. Altera o mood de um ambiente, é capaz de delimitar espaços, de tornar móveis carrancudos seres super amigáveis. Foi o que rolou nesse apê da arquiteta Stephanie Ribeiro retratado pela Casa Vogue. Vários aspectos que incomodavam foram completamente sanados à base de cor e, claro, que o contexto todo colaborou para que o resultado ficasse maravilhoso, como muitos itens garimpados e herdados, além das verdinhas que conferem frescor e alegria.Então, muito antes de encarar um quebra-quebra, talvez valha a pena avaliar se uma demão de tinta não será capaz de te proporcionar a mudança que espera ou, quem sabe, ser um ensaio temporário para uma decisão mais séria.

Confira aqui todos os detalhes desse apê.

Gosta de itens garimpados e não sabe onde encontrar? Em nosso Instagram tem uma seleção bem bacana de itens. É só acessar os destaques “garimpos”

Por alicerces mais humanos

Casa que é casa, tem bagunça, tem cheiro de comida, tem vida. Casa que é casa, tem almofada revirada, louça na pia, parede marcada. E que bom é isso, afinal o conceito de casa que temos hoje é muito mais amplo e abrangente do que o conceito que tínhamos há alguns anos atrás.

Antes, a casa era para os olhos alheios. Era a tendência do momento que predominava, o bacana era parecer de revista. Hoje, a casa é pra gente, é casa vivida. É aconchego, é retiro, é nosso reflexo, nosso pedaço de teto que nos traduz em paredes, móveis e objetos.

Não nos interessa uma casa que nos diga pouco à respeito. Queremos sim nossas expectativas estampadas em cada canto, as mudanças que ocorreram em nossas vidas pinceladas aqui e acolá, nossos erros e acertos povoando cada recinto.

O que vale é nosso gosto. As nossas próprias combinações. Aqueles itens que conhecemos tão bem e já deixamos de ver sua forma e sua estética, mas enxergamos neles a história: aquele dia ensolarado na praia, o sorriso daquele amigo querido, o sentimento ali impregnado que só nós conhecemos.

E aquele móvel já um tanto rodado que nem cogitamos trocar por um novo? É tesouro, herança da família ou garimpo que ralamos pra encontrar. E nele existem as marcas generosas do tempo que jamais conseguiremos reproduzir. São os registros alegres dos copos que ali foram apoiados, as lascas nas quinas devido a inúmeras mudanças de endereço, até mesmo camadas de tinta que se revelam de forma tão poética.

Casa que é casa é tudo isso e mais um pouco. Possui paredes com gênio e que juram ser de carne e osso. Ah, e como elas dizem um bocado sobre nós! Narram nossas alegrias e tristezas, nossos momentos importantes e se transformam como a gente: tem seus dias festivos vestidas com cores fortes, possui dias contemplativos, dias repletos de audácia ou às vezes estão ali, quietinhas, apenas esperando que algo muito bacana lhes aconteça.

Guardiãs de nossos segredos mais íntimos, conhecem como ninguém nossos medos, nossos desejos, nosso pior e nosso melhor. Confidentes incríveis que nunca julgam, pelo contrário, sempre estão ali quando precisamos, prontas pra acolher,  proteger e pra mudar toda vez que for preciso, seja sob chuva ou sol.

Casas desse tipo expressam os sentimentos em cada cantinho e  se modificam conforme nossas propostas. De manhã é refúgio, å tarde é restaurante, à noite é bar e o melhor lugar de encontro.

Queremos sim alicerces mais humanos, sem hostilidades, com paredes que nos abracem e onde nos reconhecemos em cada ínfimo detalhe. Não interessa se ela é nova ou velha, grande ou pequena. Afinal de contas, como bem escreveu o querido Manoel de Barros: a importância de uma coisa não se mede com fita métrica, nem com balanças, nem barômetros. A importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que essa coisa produz em nós.

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Uma casa para definir em uma palavra: liberdade

O conceito de morar bem, hoje, tem uma dimensão enorme. E embora lhe tenha sido atribuído um valor tão grande, acredito que o morar bem está realmente ligado às coisas simples, em ter a seu redor itens que lhe são preciosos, impregnar cada pedacinho de alicerce com a sua essência, ter aquilo que faz sentir-se bem. É o seu pedaço de mundo sob um teto, onde tem passe livre pra ser você, sem maiores preocupações. O caso curioso dessa casa, por exemplo, que aconteceu porque o cara adora cozinhar e seu sonho era ter uma mesa de jantar grande para receber bem seus amigos. Foi a partir desse querer e desse gostar tão presente que esses ambientes incríveis aconteceram. Até as cadeiras diferentonas não são mero acaso: “Ao longo dos anos, montei uma coleção de cadeiras, diz Pelosi. Meus amigos podem escolher a melhor cadeira para eles, já que os diferentes tipos de corpo são confortáveis em diferentes lugares”. Morar bem não significa seguir regras ou prender-se a determinados status. Morar bem significa ter uma experiência agradável, enxergar função real para o que te cerca – isso se estende também àqueles itens cuja função é meramente ilustrativa, mas que nos tornam muito mais alegres toda vez que os vemos. A não ser que queira apenas um reduto pra dormir e guardar suas tranqueiras, uma casa é aquele espaço onde se encontra e sua identidade está à salvo de fraude: tudo é familiar e acolhedor. Medo de errar? Acha que se juntar tudo que julga interessante e importante pra vc não vai dar liga? Então deixo mais uma aspas do tal Pelosi, o morador desse cafofo: “Eu sempre senti que, se eu comprar o que eu gosto, tudo vai funcionar junto porque é a minha estética”.

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Fonte: Curbed

De volta ao feriado

O feriado vai embora e a gente sempre fica com aquela vontade de quero mais. Quero mais ruas livres, quero mais dias sem rotina, quero mais viver com o espírito bem leve, sem olhar para o relógio. Mas, infelizmente, existem coisas difíceis de mudar, mas para tantas outras a gente consegue dar uma bela ludibriada e criar um verdadeiro faz de conta que tô no feriado. Cenografar a casa, por exemplo, é um faz de conta bom pra caramba. Mergulhar num ambiente acolhedor e que transpira liberdade é passaporte instantâneo para o relax, um convite pra se desligar da correria e botar a cabeça pra funcionar no modo slow. Nesse quesito, investir em revestimentos que conferem conforto visual ou resgatam a lembrança de algo muito bom é imbatível, se for gostoso pra andar descalço é melhor ainda…Materiais naturais, daqueles que a gente identifica ao toque, são parceiros poderosos do aconchego. Escolha bem o cesto, o cachepô, o tapete. É a unidade entre esses pequenos itens que dá o tom. Menos peças mobiliárias e mais itens multifuncionais, que dá pra carregar pra lá e pra cá. Isso contribui para um maior dinamismo e torna os espaços mais livres. Cor não pode faltar, mesmo que em doses pontuais. Combine suas cores favoritas em artigos têxteis e ouse nas composições. Adicione plantas. Liberte-se de suas regras diárias e experimente algo novo. Traga o estado de espírito de um dia de feriado pra dentro de casa.

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Fonte: El Muelbe

Jardim, uma questão de ponto de vista

Vontade, quando ela é grande mesmo, é algo que chega chegando, invadindo, tomando conta. Não há quem segure a danada, ela dá jeito pra tudo, até para a falta de um jardim. A vontade faz jardim em qualquer cômodo; no chão, na parede, no teto, na prateleira; na casa e no apartamento; interno ou externo; do grande e do pequeno. Porque, no final das contas, quando a tal vontade é porreta mesmo, não importa a dimensão, o que conta é a sensação de estar lá juntinho do verde, da textura da planta, do ser vivo que nunca vai deixar sua casa vazia.

Escolha o lugar que conta com uma iluminação natural bacana, eleja as espécies que se encaixam às condições disponíveis e ao seu tempo e vá ser feliz. Vivo rodeada delas, tenho plantas de enfeite, frutíferas e hortaliças e é uma baita alegria esse convívio, além de dar uma turbinada fantástica na decoração.

Aproveito pra deixar uma sugestão de algo que faço em casa: revezamento de plantas. Sabe aquela vontade louca de ter uma planta num lugar que simplesmente não rola, que é baixa na certa? Então, com o revezamento rola! Troque as plantas com iluminação menos privilegiada pelas mais privilegiadas semanalmente e assim as verdinhas sempre estarão bonitonas.

As fotos são do Jungalow, prato cheio pra quem curte um décor maximalista e cheinho de plantas! 🙂

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