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Forma : Plural

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cor

Uma casa para definir em uma palavra: liberdade

O conceito de morar bem, hoje, tem uma dimensão enorme. E embora lhe tenha sido atribuído um valor tão grande, acredito que o morar bem está realmente ligado às coisas simples, em ter a seu redor itens que lhe são preciosos, impregnar cada pedacinho de alicerce com a sua essência, ter aquilo que faz sentir-se bem. É o seu pedaço de mundo sob um teto, onde tem passe livre pra ser você, sem maiores preocupações. O caso curioso dessa casa, por exemplo, que aconteceu porque o cara adora cozinhar e seu sonho era ter uma mesa de jantar grande para receber bem seus amigos. Foi a partir desse querer e desse gostar tão presente que esses ambientes incríveis aconteceram. Até as cadeiras diferentonas não são mero acaso: “Ao longo dos anos, montei uma coleção de cadeiras, diz Pelosi. Meus amigos podem escolher a melhor cadeira para eles, já que os diferentes tipos de corpo são confortáveis em diferentes lugares”. Morar bem não significa seguir regras ou prender-se a determinados status. Morar bem significa ter uma experiência agradável, enxergar função real para o que te cerca – isso se estende também àqueles itens cuja função é meramente ilustrativa, mas que nos tornam muito mais alegres toda vez que os vemos. A não ser que queira apenas um reduto pra dormir e guardar suas tranqueiras, uma casa é aquele espaço onde se encontra e sua identidade está à salvo de fraude: tudo é familiar e acolhedor. Medo de errar? Acha que se juntar tudo que julga interessante e importante pra vc não vai dar liga? Então deixo mais uma aspas do tal Pelosi, o morador desse cafofo: “Eu sempre senti que, se eu comprar o que eu gosto, tudo vai funcionar junto porque é a minha estética”.

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Fonte: Curbed

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Trabalhado na estampa e na cor

Minha avó costumava dizer: se for se atirar num poço, se atire num poço fundo. Ela era cheia dos ditados curiosos, muitos deles nada ortodoxos, e outros tantos tão generalistas que carreguei pra minha vida adulta lhes atribuindo um bom toque de humor. Esse tal provérbio do poço foi um deles, usei até a exaustão, e como justificativa para muitas ousadias, como os estofados super coloridos que habitaram as salas onde morei. Estofado, seja ele uma poltrona ou um sofá de sei lá quantos lugares, é elemento chave em qualquer sala, ao menos em meu humilde ponto de vista. É lá que a gente se joga e que a gente joga quem chega. Lugar cativo, de destaque, almejado. Com cor, ele cresce, ganha personalidade e enriquece o ambiente. Sem falar que, se o sofá é daqueles com um design não tão legal mas cujo conforto te faz esquecer disso, dê-lhe uma bela estampa de presente. Ficará exclusivo, novinho em folha e pronto pras próximas! Ah, pra quem ainda não testou, costumo usar também o plano B da tapeçaria: tapetes artesanais super coloridos, que a gente até lava na máquina de lavar e, quando mais lava, mais bacana fica. Artigo com preço honesto, com paletas fáceis de compor e de uma versatilidade fantástica.

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Fontes: Anna Spiro / One Kings Lane / The Jungalow / Marie Claire Maison / Keltainen Talo Rannalla 

Em azul

Acho uma tremenda arte e extrema habilidade tingir a casa com uma cor predominante. Coisa complicada de se fazer espalhar a mesma cor em praticamente todos os ambientes e não ficar nem um pouco over – nem besta! Tem que saber dosar, contrastar, tem que saber tirar partido das nuances, pedir auxílio para as texturas e formas. É coisa de sutileza e elegância e o resultado é daqueles chocantes: monocromia sem monotonia. O jogo do mais claro com o mais escuro que confere dinamismo e movimento, a grande sacada de tirar vantagem da harmonia já estabelecida dentro da mesma cor e uma opção das boas para os indecisos de plantão.

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Fonte: Decordemon

Manda cor!

Se tem algo que aprecio nesse mundo é a cor. Gosto tanto que acho que sentimentos deveriam ser coloridos. Expressariam sem rodeios, encheriam as ruas de cores e certamente surgiriam algumas combinações bem curiosas…

O fato é que a cor é um recurso marcante, envolvente, eficaz. E quando se trata de promover uma grande mudança com recursos enxutos ou em tempo recorde, não consigo imaginar outro artifício que se encaixe tão bem.

Cores em objetos e acessórios, como quadros e almofadas, são ótimas para quem tem medo de errar na dose. Trocou esses itens, o possível erro está desfeito. Já em peças maiores, como um sofá, é pra pontuar mesmo, deixar uma cor bem presente como protagonista enquanto as demais desempenham papel secundário em harmonia.

Uma das qualidades mais incríveis da cor é o poder que tem de mudar o caráter das coisas. O móvel muito bem datado acima é o resultado de uma intervenção colorida que lhe conferiu vários anos a menos, tirou seu aspecto mais sisudo e o trouxe ao tempo do aqui e do agora.

Utilizar a cor como um recurso para mudar por completo a forma como se interpreta um determinado ambiente também é algo muito bacana de se fazer. O toque do azul e suas diferentes tonalidades mudou o status dessa cozinha para cozinha de estar. Cor é isso: personalidade, sentimento. Avalie o que espera de cada parede, de cada recinto. Pense o que quer que sua casa diga e manda cor!

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Fontes: Sophierobinsoninteriors / Decordemon / 170 KVM

Salve o tropicalismo!

Surpresa das boas que tive ao me deparar com um climão mega tropical desses exalado de uma casa em Haia, Holanda. Coisa incrível, ou melhor, coisa de gente que entende que todo lugar pode ser qualquer outro que se queira, mesmo que em outro continente.

Ah, aí essa brincadeira toda de escolha de cores, decoração, curadoria de elementos começa a ficar interessante de verdade. Porque, acredite, quando se conhece o que se gosta, é uma questão de chegar nas combinações certas para criar o ambiente que bem entender – tropical, minimalista, com sotaque industrial, retrô.

Uma determinada atmosfera num ambiente pode ser só aquele “cheirinho” dado por um objeto marcante e a partir dele demais itens começam a fluir. Nessa casa, por exemplo, são as plantas que ditam o caminho, muito bem acompanhadas por cores fortes e elementos rústicos.

Com foco na leveza, descontração e aconchego, os ambientes permitiram o trânsito de peças recuperadas e outras adquiridas em home center, itens artesanais e móveis e objetos de diferentes países e culturas. Tudo sob o mesmo teto, onde todos passaram a falar a mesma língua: o idioma da moradora.

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Via: Apartment Therapy

 

Muita inspiração em poucos m2

Bobagem essa coisa toda de ficar amaldiçoando e brigando com as metragens enxutas. Isso tá cada dia mais comum, é a dura realidade especialmente nos centros urbanos. O grande lance é abandonar o sofrimento e partir pro abraço, tirando o máximo proveito possível de cada ínfimo centímetro.

Vale apostar em ambientes sem fronteiras. Menos paredes, mais longe os olhos avistam e criam a impressão de grandes espaços. Em contrapartida, quanto mais elementos os olhos tiverem pra ver, menos irão reparar na metragem que falta. Então, bora investir em cores, texturas e afins, seja em forma de artigos têxteis, plantas, materiais orgânicos.

Embora seja fundamental ser bastante econômico em espaços modestos, tentando manter apenas o necessário e tomando um super cuidado principalmente com a dimensão do mobiliário, isso não significa que umas firulinhas ali e acolá não sejam bem-vindas. Sim, aconchego e coisas bonitas também disfarçam metragens e tornam qualquer lugar bem mais agradável, como esse apê espanhol lindão, repleto de ideias descomplicadas e cheias de bossa.

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Fonte: Casadiez

Preto e branco

Preto e branco é uma combinação porreta, tipo arroz com feijão, macarrão com molho. Pra dar ruim, tem que errar muuuito, coisa grotesca mesmo. Mas, apesar dessa união ser pra lá de incrível, ela pede um complemento: uma textura pra quebrar tamanha solidez, pitadas coloridas pra criar pontos focais interessantes, elementos naturais pra conferir aconchego. E essa dosagem bem equilibrada tem nesse apê, desde o emprego bem sucedido de têxteis até detalhes mínimos que prezam pelas texturas. Além disso, ele também é uma inspiração das boas de que o combo layout bem planejado + cuidado com as dimensões do mobiliário e afins opera milagres nos ambientes e faz 70 m2 renderem pra caramba.

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Fonte: Planete Deco

 

 

Uma sala rosa

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Se um dia alguém me falasse que iria me encantar por uma sala rosa, num tom bem clarinho, e ainda por cima me dar ao trabalho de escrever um post sobre isso, certamente iria dizer que essa pessoa tá completamente surtada.

Nunca fui muito fã de rosa, especialmente dos tons mais desmaiados, mas admito que de alguns tempos pra cá tenho botado um reparo danado nele. Fui capaz de descobrir que minha implicância na verdade residia nas companhias que estavam junto ao rosa e não no rosa.

Dependendo da companhia, o rosa soa demasiado infantil; afetado demais; romântico ao extremo. É como costumava dizer minha avó: tudo o que é demais, é sobra. É mesmo, vira redundância, overdose.

Nessa sala não. Tá tudo bem dosado, ela é leve e agradável. As pinceladas neon dos quadros doam o ar contemporâneo, as estruturas dos móveis conferem um movimento bonito de se ver, o dourado salpicado em diversos cantos salta ao olhar de um jeito elegante.

Cada vez mais acredito que não há nenhuma cor ingrata, o que existe é cor mal acompanhada.

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Fonte: Camille Styles

Uma casa com gênio

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Lembro bem da casa da minha avó materna. Ousada, marcante e ainda assim uma digna casa de vó. Da geladeira saia sempre a mesma marca de refrigerante, no congelador sempre havia sorvete caseiro com frutas cristalizadas e as azeitonas pretas temperadas no capricho eram um dos meus aperitivos favoritos. Era tudo muito agradável e familiar ao paladar, a grande surpresa residia nas paredes e nos móveis que viviam trocando de lugar. Havia dias em que a pintura cobria meia parede, no outro elas já estavam cobertas de quadros com essência dadaísta ou desenhos estampados feitos com stêncil improvisado. As cortinas de tecido pesado eram a alegria da brincadeira de esconde-esconde e a cada nova estação elas davam passagem para novas cores. Os móveis clássicos eram adornados com os objetos mais inusitados, daqueles que demandam anos de garimpo. A cada abertura de porta era uma revelação, arrancava um sorriso ou causava um certo estranhamento. Mas tudo, sem tirar nem por, carregava uma história repleta de curiosidades, contada sem pressa e acompanhada de um tom peculiar, próprio de gente que não tem medo de mudança. Aquela casa, assim como essa, era uma casa de espírito livre e personalidade forte, de gente que arrisca, que revela seus gostos e que bota fé que o envolvimento é o melhor recurso pra fazer uma casa feliz.

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Fonte: Keltainen talo rannalla

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