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Forma : Plural

Releitura do viver bem

Trabalhado na estampa e na cor

Minha avó costumava dizer: se for se atirar num poço, se atire num poço fundo. Ela era cheia dos ditados curiosos, muitos deles nada ortodoxos, e outros tantos tão generalistas que carreguei pra minha vida adulta lhes atribuindo um bom toque de humor. Esse tal provérbio do poço foi um deles, usei até a exaustão, e como justificativa para muitas ousadias, como os estofados super coloridos que habitaram as salas onde morei. Estofado, seja ele uma poltrona ou um sofá de sei lá quantos lugares, é elemento chave em qualquer sala, ao menos em meu humilde ponto de vista. É lá que a gente se joga e que a gente joga quem chega. Lugar cativo, de destaque, almejado. Com cor, ele cresce, ganha personalidade e enriquece o ambiente. Sem falar que, se o sofá é daqueles com um design não tão legal mas cujo conforto te faz esquecer disso, dê-lhe uma bela estampa de presente. Ficará exclusivo, novinho em folha e pronto pras próximas! Ah, pra quem ainda não testou, costumo usar também o plano B da tapeçaria: tapetes artesanais super coloridos, que a gente até lava na máquina de lavar e, quando mais lava, mais bacana fica. Artigo com preço honesto, com paletas fáceis de compor e de uma versatilidade fantástica.

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Fontes: Anna Spiro / One Kings Lane / The Jungalow / Marie Claire Maison / Keltainen Talo Rannalla 

Em azul

Acho uma tremenda arte e extrema habilidade tingir a casa com uma cor predominante. Coisa complicada de se fazer espalhar a mesma cor em praticamente todos os ambientes e não ficar nem um pouco over – nem besta! Tem que saber dosar, contrastar, tem que saber tirar partido das nuances, pedir auxílio para as texturas e formas. É coisa de sutileza e elegância e o resultado é daqueles chocantes: monocromia sem monotonia. O jogo do mais claro com o mais escuro que confere dinamismo e movimento, a grande sacada de tirar vantagem da harmonia já estabelecida dentro da mesma cor e uma opção das boas para os indecisos de plantão.

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Fonte: Decordemon

Jardim, uma questão de ponto de vista

Vontade, quando ela é grande mesmo, é algo que chega chegando, invadindo, tomando conta. Não há quem segure a danada, ela dá jeito pra tudo, até para a falta de um jardim. A vontade faz jardim em qualquer cômodo; no chão, na parede, no teto, na prateleira; na casa e no apartamento; interno ou externo; do grande e do pequeno. Porque, no final das contas, quando a tal vontade é porreta mesmo, não importa a dimensão, o que conta é a sensação de estar lá juntinho do verde, da textura da planta, do ser vivo que nunca vai deixar sua casa vazia.

Escolha o lugar que conta com uma iluminação natural bacana, eleja as espécies que se encaixam às condições disponíveis e ao seu tempo e vá ser feliz. Vivo rodeada delas, tenho plantas de enfeite, frutíferas e hortaliças e é uma baita alegria esse convívio, além de dar uma turbinada fantástica na decoração.

Aproveito pra deixar uma sugestão de algo que faço em casa: revezamento de plantas. Sabe aquela vontade louca de ter uma planta num lugar que simplesmente não rola, que é baixa na certa? Então, com o revezamento rola! Troque as plantas com iluminação menos privilegiada pelas mais privilegiadas semanalmente e assim as verdinhas sempre estarão bonitonas.

As fotos são do Jungalow, prato cheio pra quem curte um décor maximalista e cheinho de plantas! 🙂

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Puro atrevimento

E dos bons, daqueles que fazem os olhos se esbaldar! Ainda na mesma sintonia do post anterior, talvez porque esteja fazendo algumas mudanças na paleta de cor de uns cantinhos da minha casa ( aqui tem um bocado dela!), o elemento cor tem me chamado bastante a atenção.

Pra falar a verdade, me chama a atenção desde que peguei na mão o exemplar de uma edição espanhola repleto de lares coloridos. Foi identificação instantânea, um flashback da casa da minha avó materna ali materializado – e um alívio tremendo saber que tinha por aí espalhado um monte de gente corajosa, que bota em prática o que gosta!

Além da liberdade toda ali presente, com muito faça-você-mesmo, objetos garimpados, reutilizações; me interessei pelas tonalidades utilizadas nos mobiliários antigos, que conferiam uma pegada contemporânea, fazendo um câmbio muito inteligente.

As tonalidades ganhavam a elegância vinda do design dos móveis; os móveis por sua vez vestiam-se de frescor. É o poder do contraste, do atrevimento, da união daquilo que parece improvável, como essa despretensiosa casa de campo espanhola. É o tipo de referência que pega a gente de assalto porque interpreta as ações do tempo de forma inusitada, cheia de vida e de cor.

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Fonte: Planete Deco

Manda cor!

Se tem algo que aprecio nesse mundo é a cor. Gosto tanto que acho que sentimentos deveriam ser coloridos. Expressariam sem rodeios, encheriam as ruas de cores e certamente surgiriam algumas combinações bem curiosas…

O fato é que a cor é um recurso marcante, envolvente, eficaz. E quando se trata de promover uma grande mudança com recursos enxutos ou em tempo recorde, não consigo imaginar outro artifício que se encaixe tão bem.

Cores em objetos e acessórios, como quadros e almofadas, são ótimas para quem tem medo de errar na dose. Trocou esses itens, o possível erro está desfeito. Já em peças maiores, como um sofá, é pra pontuar mesmo, deixar uma cor bem presente como protagonista enquanto as demais desempenham papel secundário em harmonia.

Uma das qualidades mais incríveis da cor é o poder que tem de mudar o caráter das coisas. O móvel muito bem datado acima é o resultado de uma intervenção colorida que lhe conferiu vários anos a menos, tirou seu aspecto mais sisudo e o trouxe ao tempo do aqui e do agora.

Utilizar a cor como um recurso para mudar por completo a forma como se interpreta um determinado ambiente também é algo muito bacana de se fazer. O toque do azul e suas diferentes tonalidades mudou o status dessa cozinha para cozinha de estar. Cor é isso: personalidade, sentimento. Avalie o que espera de cada parede, de cada recinto. Pense o que quer que sua casa diga e manda cor!

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Fontes: Sophierobinsoninteriors / Decordemon / 170 KVM

Do tamanho suficiente

O espaço dessa casa é compacto sim, mas nem por isso economizaram na bossa. Dona de uma pegada rústica, que prioriza o uso de texturas para criar uma atmosfera aconchegante, possui inspirações de sobra, especialmente para os diminutos apês urbanos que pretendem se tornar mais humanizados.

Das fibras naturais presentes em tapetes, cabeceira da cama, objetos, ela resgata ares de praia ou campo, enquanto sua dimensão é muito bem trabalhada com janelas e portas de correr, criando a deliciosa sensação de amplitude.

As coisas se acomodam nela de forma bastante descomplicada: oras com cestos, escada, banco; oras com baú, nichos. Das cores ela mantém uma certa reserva, no entanto faz questão de pontuar determinados cantos para que não haja monotonia.

Dos têxteis ela tira um proveito fantástico. Nada muito chamativo, tudo muito com cara de dá-pra-usar-todo-dia, mas com sutis detalhes e estampas tão interessantes que são por si sós uma prova de que esse todo dia pode ser sempre especial.

Ela tem uma coisinha aqui, acolá, onde os olhos procurarem. Todo lugarzinho é povoado, vivido, é cuidado. Nenhum espaço nela existe em vão, tudo tem alguma pequena delicadeza ou utilidade, que faz a gente se perguntar: mais espaço pra quê?

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Fontes: El Mueble / Jurnal de Design Interior

Papel de parede fake

Uma parede bacanuda salva o lado e enche o recinto de graça, essa é a real. Vira uma referência dentro de casa, é aquela dose de personalidade super bem-vinda, torna-se um ponto de partida para se definir uma linha estética.

Mas, às vezes, chegar nessa tal parede demora um bocado. A gente olha a danada e nada. Olha de novo e nada…Com a parede do nosso home office externo foi assim. Pensei em quadros, pensei em plantas pendentes, pensei numa penca de coisas.

E, por incrível que pareça, foi algo no qual não pensei que me catou de jeito: papel de parede. Esse aí, dessa foto acima (Planete Deco). Bati e olho e falei: é disso que preciso. E observando detalhadamente o desenho, percebi que era super fácil de recriar com pintura.

Daí surgiu meu papel de parede fake, um animal print de araque. Terapia das boas e super econômica, realizada com pincel achatado e tinta PVA, daquelas compradas em loja de artesanato. Coloque uma roupa confortável, uma música agradável e bora pintar a parede.

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Salve o tropicalismo!

Surpresa das boas que tive ao me deparar com um climão mega tropical desses exalado de uma casa em Haia, Holanda. Coisa incrível, ou melhor, coisa de gente que entende que todo lugar pode ser qualquer outro que se queira, mesmo que em outro continente.

Ah, aí essa brincadeira toda de escolha de cores, decoração, curadoria de elementos começa a ficar interessante de verdade. Porque, acredite, quando se conhece o que se gosta, é uma questão de chegar nas combinações certas para criar o ambiente que bem entender – tropical, minimalista, com sotaque industrial, retrô.

Uma determinada atmosfera num ambiente pode ser só aquele “cheirinho” dado por um objeto marcante e a partir dele demais itens começam a fluir. Nessa casa, por exemplo, são as plantas que ditam o caminho, muito bem acompanhadas por cores fortes e elementos rústicos.

Com foco na leveza, descontração e aconchego, os ambientes permitiram o trânsito de peças recuperadas e outras adquiridas em home center, itens artesanais e móveis e objetos de diferentes países e culturas. Tudo sob o mesmo teto, onde todos passaram a falar a mesma língua: o idioma da moradora.

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Via: Apartment Therapy

 

Banco, o parceiro polivalente

Banco vai no corredor, na cozinha, na sala, no quarto, no quintal, no banheiro. Faz com maestria as vezes de cadeira, de mesa, de estante. Tem do grande e do pequeno, do caro e do barato. Ah, e os materiais? Dos mais diversos possíveis, pra agradar todo tipo de freguês. E pra quem ainda duvida, olha aí um banco que virou armário. Jeito bacana e despojado de organizar alguns pertences do banheiro. É só escolher o tamanho que melhor se adequa ao espaço disponível e caprichar na escolha de um banco com o acabamento que melhor se encaixa ao seu contexto. E, não acaba por aí. Quando expirar sua validade como armário, pode virar banco de sentar ou apoiar em qualquer outro lugar da casa.

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Via: El Mueble

 

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