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Forma : Plural

Releitura do viver bem

Uma casa de texturas

Essa casa estava completamente abandonada e, por sorte, foi encontrada por pessoas que souberam valorizar os belos elementos do passado. As estruturas originais, como as paredes de tijolos e todo o madeiramento, foram totalmente aproveitadas, ou seja, toda sua riqueza de texturas foi preservada. Enquanto alguns preocupam-se um bocado em tornar toda a arquitetura moderna, acho incrível ainda encontrar pessoas que priorizam a história, que sabem o potencial que tem os veios de madeira, o conforto visual que proporciona  uma parede de tijolos antigos e é capaz de enxergar toda a beleza que existe em texturas impressas em cada metro quadrado. Existem coisas que não se compram, existem aquelas que só mesmo o tempo é capaz de esculpir e algumas texturas fazem parte desse rol de preciosidades.

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Fontes: La Nacion / Planete Deco

Um universo fantástico de estampas

Estampa é o tipo de recurso que enche de entusiasmo qualquer casa. Seja ela grande, pequena, nova ou antiga, a real é que uma estampa aqui e acolá é capaz de fazer horrores. E sabe qual a parte mais bacana disso tudo? É que estampa vai em qualquer lugar. Forre a cúpula de um abajur ou o fundo de um armário e veja só o que acontece. Acrescente almofadas estampadas num sofá que já viu dias melhores e veja como ele reage. Estampe paredes ou tetos e transforme completamente o mood de um ambiente. Isso tudo acontece como um passe de mágica. E estampa não é apenas um padrão com cor ou formas. Estampa é textura. Estampa é personalidade em forma de um desenho que você ainda pode escolher o que melhor te representa. E mais ainda: dá pra estar presente apenas em acessórios que, quando enjoar, é só trocar. Quer mais sugestões de como inserir estampa? Então corre o post por essa casa do Skona Hem, que fez uso de estampas com incrível maestria.

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37 m2 de pura alegria

Esse apê é daqueles achados que nos enchem de alegria e de esperança. Daqueles que nos faz acreditar que é possível uma vida cheia de cor e com plantas em poucos metros quadrados ou, para ser mais específica, em 37 m2. Isso mesmo, pasme: 37 m2. Cores muito bem inseridas se destacam e disfarçam o nosso olhar, fazendo a gente nem se dar conta da metragem enxuta. E não é apenas isso. A cor utilizada nesse apê tem uma importância  gigante no conforto visual. Então, quando bater aquela vontade de usar cor em espaço pequeno, lembre-se que é possível, é apenas uma questão de encontrar a melhor maneira de fazer isso. E sempre há!

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Fontes: Casa Vogue / Planete Deco

Tons terrosos

Um décor em tons terrosos é garantia de aconchego, acolhimento e também de muita bossa. Tá aqui essa casa lindona como prova disso. Usando e abusando de diversos itens ecléticos e tirando um excelente proveito da companhia do rosa e do mostarda, não há dúvida de que se trata de uma casa que preza pelo bem-estar. Embora sua arquitetura contemple elementos bem específicos, sua atmosfera não é algo difícil de reproduzir e é uma ótima inspiração para quem procura uma vibe descontraída e atemporal. Muita madeira natural; detalhes dourados que podem estar presentes em acessórios em latão ou cobre; fibras naturais; plantas com folhagens mais escuras e, claro, uma paleta de cores em tons quentes. Uma receita de sucesso que funciona em casas e apês e aceita muito bem o “tudo junto e misturado”.


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Fonte: Decordemon

O frescor do fim de semana

Nada é tão aguardado quanto o fim de semana. Nele, parece que nos tornamos pessoas melhores, menos apressadas, observadoras. As horas nem preocupam tanto, dá pra olhar com mais cautela um cantinho da casa e colocar flores frescas no vaso. Chinelo e regador de plantas são companhias muito apropriadas nesses dias, assim como a conversa demorada e as risadas.  E, pra criar essa atmosfera super acolhedora e fresca dentro de casa não é uma coisa de outro mundo. Abuse das texturas naturais; pincele com algumas cores que confiram frescor, como o azul e o menta; capriche nas verdinhas; exponha objetos de viagem. Esse climão descontraído e atemporal é possível e viável, sempre. Tente, experimente, pense fora da caixinha. Use cangas como capas nos sofás ou toalhas de mesa, por exemplo. Essa é o tipo de empreitada onde o sucesso depende mais do envolvimento do que qualquer outra coisa, e vc tem um final de semana  inteirinho pra tentar! 🙂

Fonte: El Mueble

Quando a tinta muda a arquitetura

Ontem mesmo falei sobre o potencial da cor, mas sobre sua utilização de forma pontual. Pois hoje vou falar sobre sua utilização de maneira ampla, quando ela entra transbordando, causando, alterando aspectos da arquitetura e mudando gênios. Pois é, tinta tem esse poder todo. Altera o mood de um ambiente, é capaz de delimitar espaços, de tornar móveis carrancudos seres super amigáveis. Foi o que rolou nesse apê da arquiteta Stephanie Ribeiro retratado pela Casa Vogue. Vários aspectos que incomodavam foram completamente sanados à base de cor e, claro, que o contexto todo colaborou para que o resultado ficasse maravilhoso, como muitos itens garimpados e herdados, além das verdinhas que conferem frescor e alegria.Então, muito antes de encarar um quebra-quebra, talvez valha a pena avaliar se uma demão de tinta não será capaz de te proporcionar a mudança que espera ou, quem sabe, ser um ensaio temporário para uma decisão mais séria.

Confira aqui todos os detalhes desse apê.

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Cor é cor!

Tem jeito não. Cor é sempre cor! De todos os elementos, recursos e mágicas possíveis, ela é de longe o melhor investimento de todos. Disfarça o olhar, serve pra realçar, é capaz de imprimir a personalidade que você quiser. Olha só essa cozinha do Apartment Therapy, com algumas inserções coloridas. Em locais bem pontuais, se tornou leve, porém marcante. E aqui até acessórios fizeram parte do cenário colorido. Esse espaço é um bom exemplo pra quem pretende colorir mas tem receio de errar na dose. Os elementos naturais, como a madeira e o tijolinho à vista, são ótimas companhias junto a cores fortes, garantem sempre um equilíbrio incrível.

 

Você sabia que agora pode contar com uma curadoria de peças afetivas realizadas por nós? Sim, temos objetos de decoração, louças, algumas peças mobiliárias carinhosamente garimpadas que estão à venda. Confira em nosso Instagram, nos destaques “garimpos”.

Por alicerces mais humanos

Casa que é casa, tem bagunça, tem cheiro de comida, tem vida. Casa que é casa, tem almofada revirada, louça na pia, parede marcada. E que bom é isso, afinal o conceito de casa que temos hoje é muito mais amplo e abrangente do que o conceito que tínhamos há alguns anos atrás.

Antes, a casa era para os olhos alheios. Era a tendência do momento que predominava, o bacana era parecer de revista. Hoje, a casa é pra gente, é casa vivida. É aconchego, é retiro, é nosso reflexo, nosso pedaço de teto que nos traduz em paredes, móveis e objetos.

Não nos interessa uma casa que nos diga pouco à respeito. Queremos sim nossas expectativas estampadas em cada canto, as mudanças que ocorreram em nossas vidas pinceladas aqui e acolá, nossos erros e acertos povoando cada recinto.

O que vale é nosso gosto. As nossas próprias combinações. Aqueles itens que conhecemos tão bem e já deixamos de ver sua forma e sua estética, mas enxergamos neles a história: aquele dia ensolarado na praia, o sorriso daquele amigo querido, o sentimento ali impregnado que só nós conhecemos.

E aquele móvel já um tanto rodado que nem cogitamos trocar por um novo? É tesouro, herança da família ou garimpo que ralamos pra encontrar. E nele existem as marcas generosas do tempo que jamais conseguiremos reproduzir. São os registros alegres dos copos que ali foram apoiados, as lascas nas quinas devido a inúmeras mudanças de endereço, até mesmo camadas de tinta que se revelam de forma tão poética.

Casa que é casa é tudo isso e mais um pouco. Possui paredes com gênio e que juram ser de carne e osso. Ah, e como elas dizem um bocado sobre nós! Narram nossas alegrias e tristezas, nossos momentos importantes e se transformam como a gente: tem seus dias festivos vestidas com cores fortes, possui dias contemplativos, dias repletos de audácia ou às vezes estão ali, quietinhas, apenas esperando que algo muito bacana lhes aconteça.

Guardiãs de nossos segredos mais íntimos, conhecem como ninguém nossos medos, nossos desejos, nosso pior e nosso melhor. Confidentes incríveis que nunca julgam, pelo contrário, sempre estão ali quando precisamos, prontas pra acolher,  proteger e pra mudar toda vez que for preciso, seja sob chuva ou sol.

Casas desse tipo expressam os sentimentos em cada cantinho e  se modificam conforme nossas propostas. De manhã é refúgio, å tarde é restaurante, à noite é bar e o melhor lugar de encontro.

Queremos sim alicerces mais humanos, sem hostilidades, com paredes que nos abracem e onde nos reconhecemos em cada ínfimo detalhe. Não interessa se ela é nova ou velha, grande ou pequena. Afinal de contas, como bem escreveu o querido Manoel de Barros: a importância de uma coisa não se mede com fita métrica, nem com balanças, nem barômetros. A importância de uma coisa há que ser medida pelo encantamento que essa coisa produz em nós.

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Uma casa para definir em uma palavra: liberdade

O conceito de morar bem, hoje, tem uma dimensão enorme. E embora lhe tenha sido atribuído um valor tão grande, acredito que o morar bem está realmente ligado às coisas simples, em ter a seu redor itens que lhe são preciosos, impregnar cada pedacinho de alicerce com a sua essência, ter aquilo que faz sentir-se bem. É o seu pedaço de mundo sob um teto, onde tem passe livre pra ser você, sem maiores preocupações. O caso curioso dessa casa, por exemplo, que aconteceu porque o cara adora cozinhar e seu sonho era ter uma mesa de jantar grande para receber bem seus amigos. Foi a partir desse querer e desse gostar tão presente que esses ambientes incríveis aconteceram. Até as cadeiras diferentonas não são mero acaso: “Ao longo dos anos, montei uma coleção de cadeiras, diz Pelosi. Meus amigos podem escolher a melhor cadeira para eles, já que os diferentes tipos de corpo são confortáveis em diferentes lugares”. Morar bem não significa seguir regras ou prender-se a determinados status. Morar bem significa ter uma experiência agradável, enxergar função real para o que te cerca – isso se estende também àqueles itens cuja função é meramente ilustrativa, mas que nos tornam muito mais alegres toda vez que os vemos. A não ser que queira apenas um reduto pra dormir e guardar suas tranqueiras, uma casa é aquele espaço onde se encontra e sua identidade está à salvo de fraude: tudo é familiar e acolhedor. Medo de errar? Acha que se juntar tudo que julga interessante e importante pra vc não vai dar liga? Então deixo mais uma aspas do tal Pelosi, o morador desse cafofo: “Eu sempre senti que, se eu comprar o que eu gosto, tudo vai funcionar junto porque é a minha estética”.

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Fonte: Curbed

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