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Forma : Plural

Releitura do viver bem

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Autorais

Móveis + tecidos

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Quem frequenta o Forma:Plural há algum tempo, com certeza flagrou todo o carinho que cultivo pelos móveis cheios de história pra contar. Claro que, sendo assim, na minha casa não seria diferente: para onde se olha, tem uma peça garimpada ou herdada, em estado original, pintada ou estampada à mão e, quando o tempo anda escasso, revestida em tecido. Renovar um móvel com tecido é rápido, não faz uma baita sujeira e, pra quem curte estampa como eu, é um delírio.

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Não exige muita habilidade nem tem muito segredo, basta um pouco de paciência. A escolha do tecido é muito importante: quanto mais poroso, melhor, pois absorve bem a cola. Costumo passar bastante cola tanto no móvel quanto no tecido já aplicado e espero secar bem, normalmente aguardo uns 2 dias. Depois disso, faço o acabamento com estilete nas sobras de tecido e capricho na aplicação do verniz spray.

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E por aqui os tecidos revestem a parte interna também pra trazer um pouco de cor a uma peça de madeira bem escura. É um recurso interessante para ser usado em gavetas, na parte interna de portas, afinal de contas é uma boa surpresa abrir um móvel e se deparar com uma estampa da qual gostamos bastante.

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Mas não apenas com tecidos estampados tiramos bom proveito, os com textura, como o laise, também são um prato cheio e, se tiver algum aviamento de bobeira para criar uma firula, por que não usar?

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Feito à mão

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Não é pelo custo, é pelo prazer de executar, arejar a mente, incluir pensamentos naquilo que é palpável. Seja lá qual for a técnica que domine, o exercício do fazer com as próprias mãos uma almofada, um arranjo de flores, um saquinho para perfumar as roupas, renova a gente e a casa.

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A minha primeira parede branca

Excetuando as paredes de azulejo de uma lavanderia e duas cozinhas , nunca pintei nenhuma outra de branco. Acho que quando a gente entra numa casa, seja alugada ou própria, rola aquela conversa rápida onde flagramos a entrada de luz, reparamos no piso, pensamos nos nossos móveis ali dispostos e, logo em seguida, as paredes sussurram em nossos ouvidos a cor que gostariam de ter. E nunca nenhuma me pediu para ser pintada de branco.

Com minha casa atual, para a qual me mudei faz uma semana, a conversa foi bem diferente, para o total espanto da família inteira. Enquanto muitos se assustam com as cores fortes, por aqui o desespero geral era viver numa casa branca. Depois de provar minha sanidade,  e explicar em detalhes que ela seria “praticamente” branca e que teríamos uma cozinha cinza, uma parede roxa aqui, uma azul ali, os ânimos se acalmaram um pouco.

Ainda tem muita coisa para ser feita, algumas caixas para serem desfeitas, e a conversa ainda renderá um bocado. Os cantos a serem descobertos são muitos, tem muita vaga adormecida à espera de uma boa dose de carinho, mas aos poucos chegaremos lá, com direito a muitas risadas, bastante bagunça pelo caminho e, claro, muitos móveis velhinhos e estampas.

sala

sofa marrom

jantar

sofa verde

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Investindo no verde

Quem acompanha o blog, já deve estar careca de saber o quanto gosto de plantas dentro e fora de casa. Claro que na minha casa elas não poderiam faltar, mas confesso pra vocês que nem sempre foi assim.

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Não dava conta nem de replantar um cactus num vasinho de cerâmica. Aliás, meus investimentos se limitavam apenas a esse tipo de planta, que passam dias sem uma gotinha d’água. Quando ousava adquirir algum modelo diferente, era baixa na certa.

Quando me mudei do apê para uma casinha de vila, dotada de um belo quintal com parede de tijolinhos, tive a chance de colocar à prova se não levava mesmo jeito para a coisa ou se era apenas uma questão de treino, observação e perseverança.

Cheguei à seguinte conclusão: é super possível, muito viável, desde que a dedicação esteja presente. E existem tipos de plantas que simplesmente não rolam mesmo, o santo não bate. Outras, depois de algumas tentativas, a gente pega a manha.

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Esse brinco de princesa foi a quarta, todas as outras secaram, apesar de ler e aplicar tudo que me ensinaram. O problema foi resolvido quando encontrei o local que ela gosta de ficar. Sim, plantas têm disso, não se satisfazem em qualquer canto.

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Essa gérbera está comigo há 4 anos, plantada num vasinho bem modesto de cerâmica. Floresce de Setembro a Abril e rego todos os dias. E aqui na versão rosa:

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Como as gérberas não florescem o ano todo, tenho vários vasos com hibisco, que é minha planta favorita. Exige boas doses de sol, mas é uma planta bem parruda, que te surpreende diariamente com uma linda flor. Semanalmente, pulverizo um inseticida à base de fumo, porque os pulgões não dão trégua.

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Para as que vivem em vasos, a cada 20 dias faço uma rega com NPK líquido. As bichinhas agradecem e a satisfação é evidente.

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Samambaia tenho de monte e são mais reservadas. Se desenvolvem bem em locais mais sombreados e, como adornam a parede como ninguém, espalhei várias em minha lavanderia, assim o local ficou menos ingrato. E, no caso da Lágrima de Cristo, aproveitei para camuflar um cano que me incomodava bastante:

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Plantas são companhias perfeitas, nunca perturbam e, quando bem cuidadas, sempre aparecem com uma boa surpresa. É uma questão de dedicação e de descobrir qual espécie funciona melhor com o tempo que tem disponível e com o espaço e luminosidade que pode proporcionar.

Mesmo não podendo morar ainda no meio do mato, que é um de meus sonhos, sinto-me uma felizarda em poder desfrutar das plantas mesmo que em canteiros e vasos. E fico mais feliz ainda em ver meu caçula subir em nossa pitangueira, que fica bem na entrada de nossa sala, mas isso deixarei para um próximo post…

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Enquanto a marreta não vem…

… a gente engambela! Quem acompanha o blog deve se lembrar das férias do Pedroca em Julho e eu trabalhando em casa e tendo que conviver com minha cozinha. Dá uma olhada só:

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Tenho certeza que, se houver cozinha no inferno, ela é revestida com esse azulejo. E, pra dar cabo ao sofrimento, eu e meu fiel escudeiro partimos para mais uma missão:

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Mandamos ver tinta époxi para cobrir os azulejos, usamos muito adesivo vinílico para dar uma graça na parede da pia, molduras de MDF ganharam verniz tingidor e estampas, além de muitos itens de armarinhos que compramos de montão para nossas manualidades gerais:

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Não vou mentir: deu um trampo recortar vários círculos nos adesivos, que depois foram dobrados em duas partes para serem cortados, formando as “pétalas”, que foram aplicadas uma a uma. Mas, como já se passou quase seis meses, tô topando encarar de novo! Pois é, o post estava meio esquecido com essa loucura toda de trabalho, final de ano e férias ( novamente ) do menino.

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As cadeirinhas pintei de verde, com tinta látex mesmo e, para dar um pouco mais de cor, fiz as almofadas de crochê.

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Nos armários suspensos, os puxadores em formato de alça foram trocados por puxadores de cerâmica e, para esconder o furo que sobrou, utilizei uma faixa estreita de adesivo cortada com tesoura para artesanato. A cortina, como não domino a técnica de costura, fiz com cola para tecido.

E aqui é a nossa mesa para as refeições rápidas, com as bananas que nunca podem faltar:

E essa é a vista que temos quando estamos sentados à mesa, um corredor com samambaias:

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Por um Natal bem colorido

Minha saga com a trilogia verde, vermelho e dourado começou num sábado, em um supermercado, há quase 4 anos atrás, quando meu caçula se deparou pela primeira vez com a seção de produtos natalinos. Mal falava e já pedia. Como minha decoração de Natal estava no bico do corvo, acolhi  seus pedidos e voltei com o carrinho cheio de bolinhas de plástico e com a maior árvore de araque que encontramos. E, claro, com belos sorrisos no rosto!

Sinceramente, aqueles adornos nunca me encantaram muito (excetuando o Papai Noel de tricô) , mas o menino gosta, é o “classicão” de Natal com o qual se familiarizou.  Determinada a mandar tudo para a doação esse ano, como fazer isso evitando muitos transtornos e traumas? A árvore foi facilmente resolvida com um pinheiro de verdade.  Curtiu demais a ideia de cuidar da planta e ter em casa uma árvore natalina para a vida toda.

Mas, e as bolas? Foi muita conversa para provar que existe vida natalina além do plástico, do verde, vermelho e dourado, e que podemos ter um Natal das cores que desejarmos. Foi quando ele se lembrou de alguns papéis que estavam guardados e me pediu bolas daquelas cores. E assim surgiu esse tutorial, que hoje divido com vocês.

tutorial

1. 10 tiras de papel cortadas no comprimento de 11 cm X 2 cm de largura. Esse da foto é papel para scrapbooking, mas fiz outras com papel craft e de presente também. Numa boa, acho que vale folha de revista e até jornal. Se quiser, poderá usar uma quantidade maior de  tiras de papel.

2. Tesoura

3. 02 círculos de papel ou 02 forminhas de brigadeiro. Gostei mais da segunda opção, achei que o acabamento ficou melhor.

4. Fio de nylon, mas poderá usar linha convencional.

5. Agulha

6. Miçangas

passo 1

Faça um nó e encaixe a miçanga e a forminha de brigadeiro.

passo 2

Passe a agulha na parte inferior das 10 tiras de papel.

passo 3

passo 4

Depois é a vez de passar a agulha na parte superior.

passo 5

Ajuste o fio até a altura que deseja para sua bola, só depois encaixe a forminha e a miçanga. Finalize com outro nó acima da miçanga e separe cuidadosamente cada uma das lâminas. E fica assim:

turq brig

rosa

Essa foi a versão personalizada com canetinha no papel craft feita pelo Pedroca:

craft

A versão com tiras em cores alternadas e com círculos de papel no lugar das forminhas:

amarela

Também na versão com círculo de papel:

turquesa bola

E agora com papel de presente:

laranja

E o melhor de tudo é que esse ano nem terei problemas em guardá-las, vou pendurar tudo pela casa, fazer guirlandas e o que mais a imaginação permitir. Já estou até pensando num material para fazer algumas gigantes para o Ano Novo…

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A terceira geração

Não posso ver uma mesa com gavetinha que alucino e com essa a história não foi diferente. Encontrei a danada soterrada num mar de tralhas, num quartinho bem escuro de um brechó e só dava para avistar a gavetinha.

Essa é minha terceira. Tenho uma na cozinha, que foi encontrada numa demolição pelo meu pai e a outra se encontra na fila de espera, aguardando uma baita encerada em seu tampo.

Faz um pouco mais de um ano que a comprei mas, sacumé, falta tempo pra tanta ideia, ainda mais quando envolve restauro e estampa pintada à mão.

Mas nunca tive a menor pressa quando se trata dos móveis velhinhos, meus queridões da melhor idade exigem paciência. Tudo no seu tempo, pra curtir bem devagarinho aquilo que adoro fazer.

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Antes e depois de um lustre

A história de um lustre dourado que encontrei abandonado nessa casa quando me mudei. Desmontei, lixei e mandei ver tinta spray nele:

E revesti com uma canga que trouxe de Itacaré:

Pronto, agora tenho uma recordação da Bahia aqui no teto de casa!

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Lugar ingrato: banheiro de lavanderia

O coitadinho é o último na lista de prioridades. Mentira? Normalmente apertado, ainda serve até para armazenar os cacarecos que a gente não usa mais.

Aqui em casa não foi diferente. Quando me mudei, há um ano e meio, tínhamos uma suíte de serviço. Pelo nome, parece grande, mas o trem era bem apertado.

Era um quartinho na lavanderia com um banheirinho acoplado. Quando bati o olho, logo pensei: preciso arrumar uma função para esse espaço, caso contrário se tornará o poço da bagunça eterna.

Abri uma parede no corredor interno e o quartinho virou uma sala de TV. Só cabe um sofá ( que entrou com muito custo ) e um futon que é mega concorrido pelas pessoas que vem passar a noite aqui. Um dia essa sala virará um post também…

Subi uma parede a fim de isolar o banheiro e abri uma porta na lavanderia, utilizando a mesma porta antiguinha, de madeira de verdade, que pertencia à entrada do quarto.

Como tinha super pouco tempo de disponibilidade do pedreiro, que já estava com algumas obras agendadas, e a casa tinha outras prioridades, a saída foi apelar para o lema: ” se não pode com eles, ao menos tente confundi-los”.

Com a transformação, fiquei apenas com metade da parede azulejada. Ou quebrava e trocava tudo, que seria insano pelo prazo, ou tirava proveito disso. Fui na segunda opção.

Para evitar problemas na área úmida da pia, coloquei meia dúzia de azulejos hidráulicos, que deram o contraste que queria juntamente com a parede pintada na cor cereja.

Investi no espelhinho de ferro, que encontrei numa super promoção e tem o acabamento que funciona bem com o desenho dos ladrilhos. O pendurador de toalha e o porta-papel higiênico foram “importados” de Rio Claro, onde reside minha irmã, e são encontrados em lojinhas de 1,99.

Pelas fotos, dá pra sacar que ele é o banheiro da luz vermelha, né? A grande culpada está aí:

A tal lanterna japonesa, também colorida! Essa não foi customizada porque tem alguns recortes que criam uma textura bem bacana na parede e, como o danado é bem apertinho e um pouco escuro, só dá pra fotografar com a luz acessa, o que dá esse tom avermelhado nas fotos.

Na parede azulejada, que estava um pouco pelada, prendi com washi tape esse tecido. Sim, uso um monte de coisas que publico aqui no blog lá em casa. A washi tape também serviu para fazer o acabamento nos azulejos, criando uma liga melhor com a parede pintada.

Repararam que nem o banheiro escapou de um crochezinho? Como o registro estava pra lá de feinho e tinha uma florzinha dando bobeira, resolvi vesti-lo. A porta também ganhou três corações de crochê pra não ficar com ciúmes.

E, por incrível que pareça, é o banheiro mais usado aqui em casa, pois tem acesso direto com o espaço externo utilizado em dias de festa. Valeu a promoção de lugar ingrato para apenas uma banheiro apertado, mas com algumas alegriazinhas.

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