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Forma : Plural

Releitura do viver bem

mês

abril 2017

Um sacolejo dos bons

Acho que de tempos em tempos ( e confesso que no meu caso os intervalos costumam ser bem curtos! rs ), a gente precisa dar um novo fôlego à casa, botar tudo a baixo mesmo, no melhor sentido.

Não falo de quebra-quebra ou esses tipos de intervenções que demandam um mínimo de planejamento. Falo em mudanças que podem ser realizadas praticamente com envolvimento e que pedem boa disposição e um olhar atento.

É trocar os móveis de lugar e inverter as funções. Acredite: isso, por si só, já dá uma mudada enorme no astral, faz a gente acreditar que tem móvel novo em casa sem ter adquirido nadinha. Isso se estende aos objetos.

Brinque com a paleta de cores sem medo, teste combinações que jamais cogitou.Numa dessas, a gente acaba unindo elementos, formas, texturas tão inusitados e que funcionam tão bem juntos que nos perguntamos: como nunca pensei nisso?

Tire do baú o que tá sem uso e guarde por um tempo os itens com os quais a convivência não anda mais das melhores. Bote ordem na bagunça, organize de outro jeito, descubra novos espaços e improvise outros.

Aliás, improviso é um exercício magnífico para decisões mais sérias e muitas vezes sair de nossa zona de conforto nos faz reavaliar uma série de conceitos que deixaram de funcionar e a gente nem se tocou.

Toda casa precisa de um sacolejo, de um chamejo, de uma fuga marota da mesmice, como essa que ilustra esse post. Viver numa casa assim é ter a oportunidade de olhar todo santo dia para as mesmas coisas e sempre enxergar algo diferente.

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Fonte: Planete Deco

Uma casa que pertence ao tempo

Cada vez mais me simpatizo com as casas que pertencem ao tempo, aquelas que estão sempre prontas e nunca acabadas. Prontas porque sabem como ninguém que a hospitalidade ultrapassa qualquer estilo de decoração, organização, anos de vida, e nunca acabadas porque possuem a flexibilidade fundamental para se adaptar a mudanças.

Não há como não se admirar com tamanha sinceridade, daquela que expõe rachadura, mancha no móvel, gaveta emperrada. Nem com tanta sabedoria que conhece que uma deliciosa cadeira de mola rende uma tarde de leitura tão incrível que o estofado meio detonado é apenas um charme a mais.

São casas que possuem significados em cada canto, porquês sobre prateleiras, verdades verdadeiras e verdades inventadas presas à parede. Elas são a melhor versão da história: nos momentos tristes elas se tornam poesia e nos momentos alegres são enredos animadíssimos lotados de personagens extravagantes.

Ah, quanta generosidade cabe em seu interior, muito além de apenas alicerce, mobiliário e talvez uma bela vista. Elas aprenderam com o espirituoso tempo a não ter pressa e descobriram que só assim são capazes de se envolver realmente com a gente e virar o melhor lugar do mundo que se pode desejar.

 

 

 

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Fonte: Espacio Living

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