Referências, vira e mexe, causam algumas polêmicas. Entra-se naquela história de ser apenas bonito na foto, um sonho distante ou uma transe momentânea, um surto de tendência. Isso tudo carrega uma verdade, existem coisas que só funcionam em determinados contextos, em outras só mesmo torcendo muito pra nascer outra vez numa família cheia de bufunfa e rezar pra ser o único herdeiro.

De qualquer modo, prefiro carregar um olhar otimista e acreditar que de tudo a gente consegue pincelar uma boa ideia, mesmo porque repetir ao pé da letra uma determinada referência pode fazer nossa identidade se anular e isso, pra mim, vai totalmente contra meus princípios. Casa que é casa carrega referências alheias sim, mas é fundamental que tenha o nosso mood e nossa pegada.

Além do mais, muitas referências que vemos ( e olha que a gente vê coisa pra caramba de uns tempos pra cá! ), nem sempre nos atrai por aquilo que está ali impresso, às vezes é o sentimento que nos pega de jeito e nos faz gostar tanto. Por conta disso, costumo sempre me fazer a pergunta: o que realmente gosto nisso que vejo? É um exercício bacana pra entender melhor nossos gostos e tornar viável o que muitas vezes parece estar a anos-luz de nossas possibilidades.

Essa aqui, por exemplo, adoro de montão! Faria igual? Acho que não. Mas certamente continuará bem guardadinha na minha pasta “reformas” e, assim que der um tapa na minha cozinha, certamente investirei numa janela bem escandalosa e com grades trabalhadas à moda antiga.

Sfgirlbybay

Já prateleiras na cozinha me apavoram um pouco, não sou uma figura nem um pouco organizada e certamente ficaria maluca com a zona aparente. Mas o toque do concreto das prateleiras abaixo com a madeira natural das cadeiras me encanta totalmente. Acho a combinação tão simples e poderosa, que faz até o revestimento branco e tradiça sair no lucro. Sobre adornos na cozinha, esses sim não abro mão.

casa vogue bia lessa

Uma sala com vista, sonho de consumo master! Mas, infelizmente, pode acontecer de nossa arquitetura não permitir, mas inserir elementos orgânicos pode ser aquela velha saída da boa engambelada e, no final das contas, funcionar muito bem. Nesse caso, esses elementos estão muito bem representados pelo material da mesa de centro e lateral, o adorno de conchas que faz companhia aos livros, os vasos com flores e plantas e até mesmo na estampa do tapete.

casa abril ref

Um banheiro iluminado deveria ser obrigatório em todo projeto e tenho certeza que tem bastante gente que ergueria as mãos pro céu pra tomar um belo banho de banheira depois de um dia daqueles. É uma referência que julgo super feliz e atribuo seu sucesso à bela curadoria realizada de objetos que o compõem. Tudo tem um toque bastante rústico, mas o pulo do gato está na combinação da bancada com o espelho.Contraponto incrível, de onde a gente tira a lição de que existe câmbio de valores entre peças e objetos, por isso vale a pena economizar em algumas coisas e saber investir em outras.

Glitter for Breakfast espelho e cesto

Espaços “pé pra fora” pra receber e permanecer podem não fazer parte da planta original de um apê ou casa, mas o sentimento de um ambiente assim a gente carrega pra onde bem entender e do nosso jeito. Podemos invandir a garagem, podemos encher a sala de vasos e transformá-la num jardim, podemos pensar em sofás diferentes, podemos o que bem nos der na veneta e podemos ficar aqui um tempão pirando numa porção de ambientes incríveis. O que gostaria com esse post é justamente mostrar que é possível se inspirar no que pode parecer muitas vezes impossível e improvável desde que saibamos identificar o que realmente nos agrada e estejamos dispostos a criar nossa versão.

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Fontes: SF Girl by Bay / Casa Vogue / Casa AbrilGlitter for Breakfast / Inspire Bohemia