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Há pouco tempo, meu caçula ganhou uma baita vaga em sua boca, caíram os dois dentes superiores de uma só vez. Encantada por janelas do jeito que sou, foi impossível não vibrar com aquela vista panorâmica toda, pontuando as mudanças e aprendizados que estão por vir.

Poucos dias após a sua perda de dentes, chegou o dia da festa de aniversário de um grande amigo da escola. Tomou banho, perfumou-se todo, escolheu uma roupa bacana e me perguntou com um sorriso largo: “tô bonito?”.

Pergunta boba a se fazer para a mãe, afinal todas elas acham o filho o cara mais bonito do mundo. Mas respondi prontamente que estava lindão e assim seguimos pra festa. O que mais me chamou a atenção em seu comportamento foi o tamanho pouco caso para sua tremenda banguelice. Com ou sem dentes, estava feliz e pronto.

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Isso me fez pensar sobre muitas atitudes que temos em relação as nossas casas. Às vezes ficamos cheios de receio pra por em prática uma ideia atrevida e deixamos de experimentar a felicidade. Infelizmente, esquecemos que essa ideia pode assumir um caráter provisório, ser um ensaio para uma decisão mais séria, como um dente de leite.

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Quantas e quantas vezes não ficamos amarrados a velhos conceitos? Pois é preciso reformulá-los e botar a cachola pra funcionar a nosso favor. Fugir de padrões pré-estabelecidos e convencionais em prol de uma alegria maior faz todo o sentido, além de nos tirar da clássica inércia do “não dá pra fazer nada”.

histórias de casa

Botar fé que nosso estado de espírito supera metragens, abre paredes e nos faz acreditar que o lado de fora e lado de dentro é apenas uma questão de ponto de vista, depende das lentes que usamos para ver.

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Bobagem levar a sério essa história de não usar pra não quebrar, não expor para não sujar e manter as coisas que julgamos valiosas muito bem guardadas no fundo do armário à espera do dia certo. O dia certo e especial deve ser todo santo dia.

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Cultivar e traduzir nossos gostos das mais variadas formas, sejam eles ecléticos e até duvidosos, pouco importa. O que conta é que nossa identidade seja mantida acima de qualquer tendência e que a gente consiga enxergar nossa alma a cada passo que damos dentro de nossa casa.

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É importante que a gente se contagie mais e seja menos austero em relação aos padrões e transformações que desejamos colocar em prática. Sejamos mais banguelas felizes, porque no final das contas nem mesmo todos os dentes definitivos duram a vida toda.

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Fontes: Histórias de Casa / Boho Deco Chic / A Casa dos Outros / Justina Blakeney / Vogue Living

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