Todos os anos, os fabricantes de tintas elegem uma cor, aquela que apostam ser a sensação da vez. Já estamos  vislumbrando muitas delas em vitrines, outdoors, revistas, passarelas,  tanto na nossa terrinha quanto mundão afora. É fato que estamos cada vez mais expostos, inclusive assumindo boa parte de culturas que não nos pertencem. Mas aquilo que deixamos entrar ou não em nossas casas se resume única e exclusivamente a uma palavrinha que se chama “escolha”.

Podemos escolher, em meio à imensidão de itens a que somos bombardeados, aquilo que gostamos ou não. Nada contra tendências, aliás uma de suas facetas que mais admiro é o potencial de abrir possibilidades, elas costumam gerar um questionamento: por que não? Acho isso muito bom, nos renova. O outro lado que não julgo muito interessante é o de adotar determinado item por conta de nos acostumarmos em consequência da tamanha exposição. Muitas vezes adotamos e, em pouco tempo, ele perde o sentido porque não existe conosco uma identidade real. O que acontece? Trocamos.

Também não há mal nenhum nisso, desde que esteja disposto e consciente, afinal cada um escolhe o que melhor lhe serve, temporário ou duradouro. E existem coisas cuja função temporária lhes cai muito bem, foram feitas para essa finalidade. Mas, infelizmente, o temporário vem tomando grandes proporções, a ponto de estipular prazo de validade até para as coisas que gostamos demais. Acredito que seja justamente nesse ponto, quando substituímos o valor apenas pela “forma”, que passamos a habitar casas onde já não somos mais capazes de nos reconhecer.

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