Outro dia, enquanto escrevia um post sobre uma casa de veraneio, fiquei imaginando se aquelas pessoas daquela casa em particular teriam coragem suficiente de desenvolver o mesmo projeto para a casa que usam todos os dias.

Acho curioso como móveis antigos, capas em sofás, pequenos e grandes improvisos, muitas lembranças são destinadas para esses refúgios imobiliários esporádicos. Talvez seja uma questão de estado de espírito. Da mesma maneira que se coloca na mala a roupa de banho, carrega-se também uma troca para o estado de espírito.

Mas também tenho notado, de bons anos pra cá, que a cultura da casa perfeita tem perdido um pouco a força, abrindo espaço para a cultura de lares com sensações e histórias, até ouso dizer uma cultura da imperfeição.Paredes assumidamente detonadas, bagunça aparente, uma boa dose de móveis herdados e usados “no estado”.

Não sei se é apenas mais uma tendência. A verdade é que o imperfeito é pessoal, singular, simples. E carrega toda a essência daquilo que um dia pode ser aperfeiçoado, ao contrário do perfeito, que já atingiu seu grau máximo.

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Fontes: Decor8 / Cush and Nooks / Etxekodeco / Kristin Perers / Casa de Valentina / Pinterest