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Forma : Plural

Releitura do viver bem

mês

agosto 2012

A terceira geração

Não posso ver uma mesa com gavetinha que alucino e com essa a história não foi diferente. Encontrei a danada soterrada num mar de tralhas, num quartinho bem escuro de um brechó e só dava para avistar a gavetinha.

Essa é minha terceira. Tenho uma na cozinha, que foi encontrada numa demolição pelo meu pai e a outra se encontra na fila de espera, aguardando uma baita encerada em seu tampo.

Faz um pouco mais de um ano que a comprei mas, sacumé, falta tempo pra tanta ideia, ainda mais quando envolve restauro e estampa pintada à mão.

Mas nunca tive a menor pressa quando se trata dos móveis velhinhos, meus queridões da melhor idade exigem paciência. Tudo no seu tempo, pra curtir bem devagarinho aquilo que adoro fazer.

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Pra lá dos tempos da vovó

Uma construção de 1850 não é pra qualquer um. Tem que gostar, e muito, de coisas antigas e saber lidar bem com todas as possíveis dores de cabeça que uma estrutura dessa idade possa apresentar. Por outro lado, poder desfrutar de assoalho de madeira de verdade, espaços amplos, com janelas enormes, é o deleite também restrito a poucos sortudos.

Uma casinha cara de vovó total, que foi ainda mais caracterizada pela utilização de papéis de parede com ares retrô e móveis recuperados, mantendo-se muito de sua estrutura desgastada. Grande prova de que os proprietários abraçam a causa. Digna de contos da carochinha, um passeio delicioso por estampas e cores. Nostalgia das boas!

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Fonte: Atelier Rue Verte

O novo velho

Outro dia, enquanto escrevia um post sobre uma casa de veraneio, fiquei imaginando se aquelas pessoas daquela casa em particular teriam coragem suficiente de desenvolver o mesmo projeto para a casa que usam todos os dias.

Acho curioso como móveis antigos, capas em sofás, pequenos e grandes improvisos, muitas lembranças são destinadas para esses refúgios imobiliários esporádicos. Talvez seja uma questão de estado de espírito. Da mesma maneira que se coloca na mala a roupa de banho, carrega-se também uma troca para o estado de espírito.

Mas também tenho notado, de bons anos pra cá, que a cultura da casa perfeita tem perdido um pouco a força, abrindo espaço para a cultura de lares com sensações e histórias, até ouso dizer uma cultura da imperfeição.Paredes assumidamente detonadas, bagunça aparente, uma boa dose de móveis herdados e usados “no estado”.

Não sei se é apenas mais uma tendência. A verdade é que o imperfeito é pessoal, singular, simples. E carrega toda a essência daquilo que um dia pode ser aperfeiçoado, ao contrário do perfeito, que já atingiu seu grau máximo.

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Fontes: Decor8 / Cush and Nooks / Etxekodeco / Kristin Perers / Casa de Valentina / Pinterest

Território do faz de conta

Atendendo a pedidos, montei um post cheinho de ideias para o quarto dos pequenos. Fazia mesmo uma cota que não publicava nada para os pimpolhos e é um tema que adoro!

Tem lugar melhor pra pirar na imaginação do que um quarto infantil? Até a galera que é mais contida na escolha de cores e elementos na decoração, quando chega no reduto da molecada ousa sempre um pouquinho mais.

É um universo que clama pela ficção, onde a ilusão pode se separar da realidade por uma linha muito tênue sem, é claro, se esquecer da famigerada organização.

Então, vamos começar por aí. Uma parede repleta de nichos abertos e fechados, para armazenar e enfeitar:

Dá pra guardar de tudo um pouco, sem ocupar muito espaço. O móvel suspenso de gavetinhas também não tumultua o ambiente.

Estando em fase escolar ou não, é sempre uma boa pedida uma mesa para os pequenos artistas desenvolverem suas habilidades manuais. Essa bancada é mega simples de desenvolver com pranchas de compensado e mão francesa, podendo ser customizadas com tinta, adesivo, tecido. Se utilizar um trilho ao invés da mão francesa, poderá ajustá-la à altura conforme a criança for crescendo:

Insdispensável é sempre um lugarzinho para pendurar os badulaques. Olhe que bacana esse modelo. Pode ser elaborado com qualquer boneco pequeno, que normalmente não falta no arsenal. Novamente, nada que um pedaço de compensado não resolva juntamente com a cola quente:

Parede de criança suja mesmo e, além disso, a molecada cresce numa velocidade enorme. Pensando nisso, já imaginou pintar alguma das paredes numa cor mais escura, como o preto, azul marinho ou cinza? Além de camuflarem possíveis rabiscadas, são cores que poderão acompanhá-los em momentos diferentes de seu desenvolvimento trocando-se apenas os objetos.

Traumatizei? Muita calma, veja algumas opções:

Serve tanto para quarto de menina quanto de menino. Como os brinquedos e móveis costumam ser coloridos, não tem como o ambiente ficar triste nem pesado, pelo contrário, acho que fica aconchegante e ajuda a destacar muito mais os objetos, até mais do que os tons pastéis nas paredes.

Essa é uma opção que achei genial. Que criança não gostaria de pintar a parede? Então, papel de parede para pintar. Perfeito!

Infelizmente, só vi à venda na gringa, mas nada que uma mãe ou pai cheios de imaginação não possam resolver. Plotagem é super barata para realizar em gráfica e imagens grandes podem ser encontradas nessa vasta rede de computadores. Nem precisa destinar uma parede toda para colorir nem colar a impressão na parede. Poderá fixá-la com fita dupla face e trocar toda vez que a pintura estiver completa. Garanto que o pimpolho terá bastante ocupação e ficará felizão da vida.

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Fontes: Interiors Originals / Apartment Therapy / The Style Files / Cush and Nooks / LaLoLe Blog / Blue Vintage / Usta Giremez

Antes e depois de um lustre

A história de um lustre dourado que encontrei abandonado nessa casa quando me mudei. Desmontei, lixei e mandei ver tinta spray nele:

E revesti com uma canga que trouxe de Itacaré:

Pronto, agora tenho uma recordação da Bahia aqui no teto de casa!

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“Dobradura” de compensado

Espaço apertado não é dilema exclusivo de quem mora em apartamento, ele se estende a estabelecimentos comerciais também. Esse foi o caso da The Gourmet Tea em São Paulo, que tinha disponível 25m2 para adequar a loja, a cozinha e a área para degustação.

A solução foi encontrada pelo arquiteto Alan Chu, através  da marcenaria ( santa marcenaria! ), com um projeto pra lá de engenhoso e, acreditem, usando o bom e velho compensado naval revestido com a boa e velha fórmica.

O conceito é espetacular, que bem poderia rumar para cafofos diminutos. O compensado tradicional, embora menos resistente, pode tornar o projeto economicamente mais viável.

Uma boa oportunidade para realizar um estudo sobre origami, quem sabe a solução que procura não está lá? Muitas vezes, é de onde menos imaginamos que partem as inspirações mais geniais…

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Fonte: Plenty of Colour

Cores, padrões, paredes

Vira e mexe surgem alguns ambientes capazes de nos tirar do lugar-comum e de nos surpreender, cheinhos de referências inusitadas, mesmo que estranhas.

Não é simplesmente pelo fato de ser ou parecer diferente, é porque nos abrem fronteiras na maneira de ver e vislumbrar novos horizontes, mesmo que não sigamos exatamente o mesmo padrão.

Contém ideias com boa base, e acho que o melhor das ideias é justamente a essência que carregam, principalmente quando falamos em cores e paredes.

Perceber alguma viabilidade que vá um pouco além de simplesmente escolher uma cor preferida é poder, de alguma forma,  transformar o alicerce denominado parede num elemento  capaz de interagir com todo o contexto.

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Fontes: Color Collective / ModeHomeEC / Mokkasin / Le 13zor

Pintura caiada

Basta uma passeadinha breve  em algum Home Center pra flagrar a infinidade de novidades e opções em todos os setores. É tanta coisa, para todos os gostos e bolsos, que  até nos esquecemos de antigas soluções, como a caiação.

Uma técnica do tempo do onça, talvez por isso muita gente nem se recorde dela, e renegada a casinhas caipiras e moradas à beira da praia. Seu efeito manchado lembra o tal do ombré muito falado no universo da decoração e da moda.

É de fácil execução, dá pra adicionar pigmentos e seu custo é baixíssimo. Em tempos de concreto armado invandindo residências, uso de tubulações e materias aparentes, acho que a parede caiada também merece ser levada em consideração.

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Fontes: Revista Casa e Jardim / Dust Jacket / Blog da Reforma / Pinterest / Dcoração

Ajoelha…

…e pinta! Já postei muito chão pintado aqui no blog, mas é porque acredito mesmo nesse negócio. Tremenda alternativa pra quem tá de saco cheio de olhar para o chão monótono ( ou feio mesmo!) e querendo dar uma graça.

Confesso que não é o tipo de projeto “mero lazer”, mas também não é o mais complicado. Muna-se de paciência e, convenhamos, quando a vontade ou descontentamento é grande, dá pra encarar.

Não indico pra quem sofre de problemas na coluna, porque a missão é árdua. Falo com total conhecimento de causa, pois mesmo depois de 14 anos ainda me recordo bem dos dias que cumpri penitência no chão do meu apê. Mas ando pensando seriamente em fazer um revival no chão do meu quarto.

Nossa, tem tanta coisa que quero fazer que começarei a distribuir senha para as ideias. Falando nisso, lembram-se da cozinha? Tá quase lá…Falta a cortininha da pia e alguns ajustes. Logo mais vai virar post!

Retomando o chão:

Esses padrões maiores dão menos trabalho para executar.  Aqui tem algumas dicas preciosas.

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Fonte: Remodelista

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