Nesse final de semana, foi aniversário do meu querido sobrinho Guilherme e rumei para a casa de minha irmã, que mora em Rio Claro, interior de SP. Aproveitei para ver as mudanças e reformas que ela está fazendo e, claro, palpitar bastante.

Tenho o hábito de revirar tudo na casa de minha família, sempre em busca de alguma peça ou relíquia que possa me interessar. Nessa revirada, pra minha imensa surpresa, encontrei as incríveis revistas Mi Casa de 1995.

Mais surpresa ainda fiquei ao folheá-las. Um misto de revival, excelentes lembranças, sensações. Acho que deve ser a mesma emoção que folhear um diário muito antigo. Teria certeza se tivesse feito um…

Por outro lado, me bateu um questionamento sobre personalização e transformações. Como muitos de vocês que acessam aqui o blog, também vago internet afora e vejo uma infinidade de referências que muitas vezes simplesmente aparecem na frente.

Nessas revistas de 17 anos atrás, encontrei referências bem atuais. A mais comum na maioria delas são os novos usos e os ambientes coloridos. Lembro-me que as cores levaram um certo tempo para aparecerem nas casas daqui. Pois é, hoje em dia é muito mais comum encontrar ao menos uma das paredes coloridas do que tudo de uma única cor.

Sobre os contextos interiores, temos as caixas de feira, os paletts, os inúmeros quadros presos na parede, os papéis de parede revestindo móveis, o adesivo vinílico que deixou de ser material escolar para se transformar em revestimento.

Gosto bem de todas essas coisas e também dos novos usos dados a objetos, talvez essa seja a tendência gerada a partir de nossa necessidade de realinhar e aproveitar melhor os recursos disponíveis, que inclusive culminou no “fim” polêmico das sacolinhas plásticas.

O estilo “faça você mesmo” encarnou de maneira eficiente, com tutoriais espalhados pelos quatro cantos e armarinhos se tornaram locais super procurados para os adeptos do gênero. As lojas de produtos artesanais tem uma infinidade de opções e profissionais super capacitados para lidar com um público ávido por uma transformação.

Confesso aqui pra vocês que fiquei muito em dúvida sobre o que podemos chamar de personalização, afinal se seguimos todos ( faço parte desse time! ) no mesmo caminho, todas as casas não tendem a ficar iguais? Nada contra, apenas uma observação. E nesse período de 17 anos, o que realmente teve uma mudança considerável?  Bom, talvez sejam nuances de transformações e estejamos muito próximos de nos deparar com algo completamente novo. Será?

Bom, chega de blá blá blá em plena segunda e vamos às imagens velhinhas que continuam cheias de história pra contar ( essas imagens são fotos realizadas da própria revista):