Aê, vocês acharam que havia me esquecido, né? Pois é, finalmente saiu um dos posts da minha viagem a Itacaré – BA. Retornei no dia 27/01 e confesso que a aterrisagem foi difícil. Até agora me pego relembrando os momentos de pura vadiagem…

Por lá, andava a pé o tempo todo, oras de chinelão e oras descalça, calejando a sola do pé. Sempre tinha um rolezinho razoável para se locomover a qualquer banda, mas foi justamente isso que me possibilitou enxergar tantos detalhes.

Mas, por conta disso, muitas vezes a gente não levava câmera ou levava apenas a microcam, porque carregar filho de 4 anos na lomba e mochila pesada simplesmente não rola. Então, tem umas fotos mais legais e outras meia bomba.

Foram 8 dias em que ficamos rodeados pela mata atlântica, com um marzão de águas claras em nossa frente, um céu pra lá de estrelado, um solão de deixar qualquer miolo mole e gente caminhando despreocupada.

Daí que comecei a perceber de onde os baianos tiravam as inspirações para coisas super coloridas, uma criatividade apurada para dar novos usos aos seus recursos naturais de modo a continuar se integrando a todo contexto.

Muita madeira reaproveitada, que vira móvel, batente de portas, esculturas e adornos de parede.

As conchinhas se transformam em belíssimas cortinas, que não limitam a entrada do sol.

É cesto pra dar e vender! O artesanato é riquíssimo, reutilizando praticamente tudo que seus olhos podem enxergar.

Nem mesmo as sementes foram deixadas de lado, rapidamente foram inseridas nas soleiras e serviram para compor desenhos em pisos de cimento.

Mesmo na época em que a região estava com muitos turistas, foram raras as vezes em que me deparei com algum lixo no chão. Esses cestos são espalhados por todo canto, para não ter desculpa de faltar lugar para desovar o lixo, sem dizer que já dão uma bossa toda especial…

Esses pássaros construídos a partir de coco, galhos e penas estavam espalhados por todo jardim da pousada.

Novamente, olha aí mais galho. Na maior parte dos lugares onde fui, eles ganhavam adornos como luzes natalinas, flores secas ou artificiais e, à noite, viravam o foco das atenções.