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Forma : Plural

Releitura do viver bem

mês

dezembro 2011

Um quarto para uma princesa

Achei esse quarto formidável! Destinado para uma princesinha, ele não carrega a mão na cor rosa, passeia por uma mistura bem elaborada de estilos e é super adaptável para os próximos anos o que, na minha opinião,  é um dos maiores problemas encontrados em quartos infantis, pois tendem a ficar obsoletos em pouquíssimo tempo.

O rosa foi bem mesclado com o amarelo, verde e branco, criando um ambiente bastante leve e alegre. Como as peças de roupas para essa fase são pequenas, uma cômoda resolve bem a questão. Essas almofadas no chão são excelentes para brincar, para a leitura ou pra mãe dar aquele descanso após uma noite mal dormida:

Uma prateleira para acomodar os pertences usados com frequência nos momentos de trocas, que depois poderá ter qualquer outra utilidade para os anos seguintes:

Para as peças que amarrotam na cômoda, um cabideiro no melhor estilo faça você mesma, assim como o varão usado na cortina da primeira foto:

Malas antigas no chão guardam as literaturas e brinquedos, deixando tudo sempre à mão:

Fonte: Blog de Damask et Dentelle

Instantes

Passei o Natal na casa da minha mãe, onde sempre é uma grande festa. Família grande, sabe como é? Tenho a sorte de ainda ter minha avó, que agora no dia 19/12 completou 97 anos. Infelizmente, esse foi o primeiro Natal que ela não pode participar ativamente, os anos agora tem pesado bastante pra ela…

Mas só por ela ainda continuar conosco, pode sentar ao seu lado e dar um beijo em sua testa, ver todos os bisnetos se dirigirem ao seu quarto com muito carinho, é o maior presente que pudemos receber.

Por isso, nesse dia de Natal, quero desejar a todos muitas alegrias, que curtam bem cada momento com as pessoas queridas e que aproveitem cada instante de suas vidas. Deixo esse texto do Jorge Luis Borges e espero que tenham um Natal incrível:

Instantes

Se eu pudesse viver novamente a minha vida,
na próxima trataria de cometer mais erros.
Não tentaria ser perfeito; relaxaria mais.
Seria mais tolo do que tenho sido; na verdade,
bem poucas coisas levaria a sério.
Seria menos higiênico.
Correria mais riscos, viajaria mais, contemplaria mais entardeceres,
subiria mais montanhas, nadaria mais rios.
Iria a lugares onde nunca fui,
tomaria mais sorvetes e menos lentilhas,
teria mais problemas reais e menos problemas imaginários.
Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente
cada minuto de sua vida; claro que tive momentos de alegria.
Mas, se pudesse voltar a viver, trataria de ter somente bons momentos.
Porque, se não sabes, disso é feita a vida, só de momentos,
não percas o agora.
Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro,
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas;
se eu voltasse a viver, viajaria mais leve.
Se eu pudesse voltar a viver, começaria a andar descalço
no começo da primavera, e continuaria assim até o fim do outono.
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres
e brincaria com mais crianças,
se tivesse outra vida pela frente…

Flores o ano todo

Fontes: 79 Ideas / Decor 8 / Home& Garden / Trendey / Design Sponge

Feita com muito esmero

Com a ajuda de seu sogro, Simon Dale construiu sua própria casa no País de Gales e lá se foi com a família toda. Em apenas 4 meses, estavam todos acomodados, desfrutando da natureza num ambiente feito com muitos recursos naturais. E, acredite ou não, as principais ferramentas utilizadas foram o martelo, a serra e o formão. Confira aqui os detalhes.

Definitivamente, uma casa no melhor estilo Shrek!

Um breve balanço e boas festas!

Não sou muito boa nessa coisa de desejar Feliz Natal e Próspero Ano Novo, mas o fato é que gostaria muito de agradecer a todas as pessoas que acompanharam o blog.

Pra mim, foi uma empreitada no mínimo curiosa. Uma pessoa que se auto-intitula “nó cego user”, que prefere o contato tête-à-tête, partir para um blog?

Mas era agora ou nunca! Havia acabado de mudar de casa, cheia de ideias na cabeça, refazendo várias peças do mobiliário e com uma vontade imensa de mudar os ares do cotidiano.

OK, arrumei mais sarna pra me coçar. Foi um ano super complicado, com uma demanda bem grande de trabalho na produtora (ainda bem!), idas e vindas de hospital com minha avó e 01 mês de internação do consorte, a mudança de escola e horário do caçula, fora o problema semanal do vácuo na geladeira. A sensação que tinha era que estava numa rave interminável, com um detalhe: completamente sóbria.

Pensei muitas vezes em desencanar completamente, mas toda vez que uma nova peça ficava pronta e via o sorriso no rosto da Leila e Mara, pessoas sensacionais que participam no processo de restauro e pintura, o gás voltava. Chegavam os comentários pontuais da blogueira Eva, do Puxe a Cadeira e Sente, sem falar de e-mails que trocamos, e realmente é muito boa a troca de percepções e afinidades. Dei muitas risadas com a Lilly, do Blog da Reforma, grande figurinha carimbada, que inclusive fez um post bacanudo do meu cafofo, e recebi muitas dicas e apoio da Laély, do Sala da la, com quem fiz meu primeiro contato nesse universo. Recebi comentários e e-mails de pessoas que nem me conhecem, mas que enxergaram no blog alguma identidade comum.

A  filhota e o consorte me ajudaram pra caramba, mesmo muitas vezes torcendo o nariz quando eu aparecia com um sofá de 3 lugares completamente destruído e compactado dentro do carro. Meus irmãos foram incríveis, divulgaram de montão, e estão sempre por perto para o que der e vier. A D. Julia, mi madrecita, vibra com as cores e tá pirando nos móveis que está fazendo lá pro sítio dela. A galera da produtora foi sensacional, convivendo com um monte de móvel atulhado na recepção. E os amigos acompanhando cada post, principalmente aqueles que conhecem minha história.

E o grande barato disso tudo, que pouquíssimas pessoas sabem, é a garimpagem. Aprendi muita coisa com carroceiros, donos de brechós, senhorzinhos e senhorinhas que retratam suas vidas e contam suas inspirações. Pra mim, é um revival de momentos vividos com meu pai, quando íamos a demolições ou parávamos para prosear com pessoas muito simples e com grandes experiências e gigantesco valor humano.

Obrigada! Espero no próximo ano produzir mais posts autorais, mostrando um montão de coisas que faço no meu cafofo e, por falta de tempo, não registro nada. E espero, sinceramente, que em 2012 o blog sirva de fonte de inspiração pra vocês e que criem mais em suas paredes, que reflitam antes de jogar fora o móvel da sua avó (me liga que vou buscar!), que mudem vez ou outra a posição dos objetos e móveis e que acreditem que cor é a melhor coisa que já inventaram.

Enfim, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Mesa de Natal dos desesperados

Sei que está em cima da hora, mas postei essa justamente por isso. Super fácil, requer pouca prática e habilidade: toalha de papel craft enfeitada com lantejoulas, papel colorido para apoiar os talheres, sulfite para os copos, giz de cera para desenhar e bibelôs.

Fonte: 13zor, graphiste e coach decor

Instantâneo: parede escura

Para quem tem vontade de pintar a parede de cor escura, mas tem receio que o ambiente fique pesado, olhe só que bacana o contraste criado com objetos hiper coloridos:

Fonte: 13zor, graphiste & coach deco

Vermelho

Essa é uma cor polêmica! Tem aqueles que adoram e os que jamais teriam uma peça se quer dessa cor.

Fontes: Puxe a Cadeira e Sente! / Home & Garden / The Design Files

Mandando brasa: fazendo sua própria estampa

Muitas vezes, queremos estofar aquela cadeira, uma banqueta ou ter uma toalha de mesa com as cores que mais gostamos ou algum padrão de desenho que, por mais que rodamos por aí, não encontramos ou, quando encontramos, o bolso não permite.

Há bons anos atrás, quando me mudei para um apartamento com um piso medonho ( conto um pouco da saga aqui ), além de estampar o piso, resolvi estampar algumas almofadas e uma colcha pra minha filha. Como naquela época era super escassa a oferta de produtos que facilitam o esquema ” mande brasa você mesma”, desenhei na hands mesmo e fui colorindo. Fiquei bem feliz com o resultado, inclusive com a imperfeição. Aliás, essa é graça de coisas produzidas em pequena escala.

Bom, vamos ao “como se faz” que  vi  no Apartment Therapy e dei uma garibada, assim você poderá produzir sua própria estampa e ainda usar o mesmo stêncil para produzir a cabeceira que postei aqui.

O que você precisa providenciar:

tempo e paciência

tecido liso

stêncil – facilmente encontrado em lojas de artesanatos

rolo para pintura pequeno

bandeja pequena de pintura

tinta – a látex mesmo . Se pretende usar muitas cores, talvez uma boa saída seja optar pelo tira-teima desses esquemas self-color

Tudo certo? Hora de começar:

Forre o chão, pois se o tecido for fino, seu piso já era. Posicione o stêncil e mande ver no rolinho. Não se esqueça de tirar o excesso de tinta do mesmo, caso contrário virará um borrão só. Será necessária mais de uma passada de rolo em cada etapa, assim conseguirá preencher bem o desenho do stêncil. Mas, minha dica é: se quer criar um visual “detonado”, uma passada meia boca pode ficar bacana, criando uma imperfeição proposital. Outra dica: misturar padrões diferentes de stêncil também poderá ficar bem interessante. Agora, a dica para quem tem filho pequeno de férias:  esqueça o stêncil, troque o rolinho por pincel e realmente você terá uma estampa exclusiva!

Confira na íntegra aqui o “como se faz”.

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