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Forma : Plural

Releitura do viver bem

mês

outubro 2011

Janela indiscreta

A primeira coisa que percebo quando entro em qualquer casa é na claridade. Pra mim, casa escura é sinônimo de casa triste.

Acho válido o apelo a qualquer tipo de iluminação: abatjour, luminária, lustre de qualquer espécie ou até spots escondidos naqueles troços feitos de gesso. Já até aceitei as lâmpadas frias, embora prefira mil vezes o efeito das lâmpadas nada ecológicas.

O que gosto mesmo é da luz natural entrando pela  janela. Ok, vão me perguntar o que fazer com aquele vizinho de binóculo? Respondo via e-mail, senão a liga dos pudicos se sentirá ofendida!

Fontes:13zor / Chic Decó / Decor8 / Delikatissen

Revival da adolescência

Passei minha adolescência cultivando o gosto por galpões industriais, armazéns e móveis de ferro. Eram referências trazidas do lifestyle de artistas e das minhas bandas americanas e britânicas favoritas.

Alguns amigos tinham uma estamparia de camisetas, que funcionava numa salinha da cobertura do prédio de um deles. Paredes repletas de frases políticas e letras de música, posters de filmes, fotos de bandas, rabiscos e abstrações de seus frequentadores tornavam aquele espaço único.

Lembro-me também de galpões ou casarões antigos transformados em casas noturnas, como o Madame Satã ou o Retrô, com paredes pretas, banheira decorando e servindo de sofá no quintal e banheiros grafitados. Mas meu sonho e de tantos outros era conhecer o CBGB e curtir um showzinho lá…

Cada vez mais, vejo elementos como grafite, paredes escuras, móveis industrias sendo utilizados e popularizados no universo da decoração. Talvez pelo fato das pessoas terem aderido aos lofts, que possuem uma arquitetura que vai muito bem com o uso desses elementos.

Selecionei algumas imagens com detalhes industriais que me remetem a essa nostalgia, mas em versões bem mais lights:

Agora, imagens do lendário CBGB, transformado na boutique de John Varvatos:

Fontes: Delikatissen / 79 Ideas / CurblyVintageThe Vine / John Varvatos

Gro Mukta Holter

É uma artista e designer de Bangladesh que vive em Oslo e transformou uma antiga fábrica de sabão em seu cafofo. Repleto de cores, percebe-se o quanto Frida Kahlo a inspira.

Por seus gostos musicais, que vão de Cocteau Twins a Edith Piaf, passando por Tom Waits, não poderia imaginar sua casa menos eclética do que é.

Espero que sirva de inspiração para aqueles que pretendem misturar estilos e ousar nas cores.

 

Um pouco de sua arte:

Fontes: An indian summer / Mukta Magic

 

Desconhecendo o impossível

Essa semana troquei um e-mail com a Vivianne Pontes falando sobre o meu projeto das peças. Blogueira super experiente e dotada de visão bem apurada, de saída comentou : a gente aprende acertando e errando.

Sim, uma frase bem simples. Dentro do contexto todo que conversamos, parei e refleti: o quanto disso verdadeiramente aplicamos? O medo de errar muitas vezes faz com que nem tentemos. Parece que depois de adultos temos a obrigação de acertar sempre e fazer cada vez melhor.

Essa despreocupação é uma qualidade sensacional de crianças. Não sabem desenhar, mas um mero rabisco, aos seus olhos, tornam-se rapidamente leões, fantasmas, robôs.

São os mestres da reciclagem, tansformando potes de sorvetes em carrinhos, pedaços de fitas em cabelos e caixas de sapatos em residências de alto luxo.

Vivem num universo onde uma linha muito tênue separa a realidade da fantasia e conseguem ir e vir de uma maneira muito fascinante.

Misturam as cores de formas inusitadas, conseguem voar, constroem rios repletos de jacarés e piranhas com pequenos buracos na terra e um baldinho de água, conversam com bichos e amigos imaginários, migram de um tema para outro com extrema habilidade.

Devemos nos arriscar mais, tentar, errar, acertar, criar e imaginar, porque muitas vezes  uma caixa vazia pode ser tornar mais interessante do que seu conteúdo original.

 

Desenho coletivo

Vi esse trabalho no site FormFiftyFive e achei que merecia um post. Trata-se de desenho feito de forma coletiva para instalações públicas. É fantástico!

Para saber mais sobre esse projeto, acesse: EN MASSE

 

 

Cornetando a decoração alheia

Passo longe de tentar decorar qualquer ambiente para qualquer pessoa. Aliás, a tarefa de um decorador, design de interiores ou qualquer coisa que o valha deve ser bem árdua. Imagine só ter a incumbência de decorar um apartamento recém comprado de um casal que está prestes a subir ao altar?

Se estão às voltas com a decisão da tal daminha de honra, olhe só a trolha que será definir, por exemplo, onde ficará instalada a televisão do maridão para assistir o jogo de futebol. Definitivamente, complicado!

Mas posso dizer que aprendi muitas lições com todas as mudanças que encarei, aliás já rendeu até um post. De qualquer forma, se for útil pra alguém, aí vão:

1. Sou bem suspeita a dizer isso, mas móveis usados antigos são excelentes opções, tanto economicamente falando quanto esteticamente ( também já falei!). Eles podem criar um contraste bacana se usados com móveis novos.

2. Parede é só uma parede. Mande brasa. Se não ficar bom, pinte de novo, cubra com tecido / papel de parede ou simplesmente raspe e deixe a parede detonadona mesmo.

3. Organização é chato, mas ajuda um monte. Liste todas as peças que tem e veja o que dá pra garibar, desde que não fique com cara de trabalhinho escolar. Se não surgir inspiração, tente uma troca em algum brechó ou mande a peça embora.

4. Fotos de ambientes produzidos são fantásticas, mas são como fotos de homens e mulheres em folders de academia. Então, eleja o que te agrada, mas não adianta tentar reproduzir fielmente porque só trará frustração.

5. Nada é definitivo. Mude as coisas de lugar vez ou outra, traga a cômoda do quarto para a sala, teste o espelho do banheiro no corredor. Muitas vezes, só essas mudanças já ajudam a criar composições que possam ser interessantes.

6. Tempo. Não compre tudo de uma vez ou tudo num mesmo lugar. Entender como cada ambiente funciona e sua necessidade só o tempo mesmo vai te dar.

7. Olhe muitas referências, mas vai na sua. Pouco importa o que está na moda, se aquele vaso que adora todos acham brega. A casa é sua e quem vai morar lá é você. Minha avó já aplicava isso

Fontes: 13zor, graphiste & coach deco / Chic Decó

Mesinha

Mais uma peça estampada! Seu tampo foi desenhado em preto com alguns detalhes em pink.

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Piso assassino

O post de hoje é dedicado a minha irmã, a Herika. Nunca conheci alguém que gostasse tanto de branco quanto ela, mesmo que isso lhe custe uma noitada no hospital.

Ela tem o privilégio de morar numa casa térrea linda no interior de SP, com um quintal grande com piscina. Em uma de suas fases de reforma, estava às voltas com o bendito piso que colocaria nesse espaço externo.

Conversamos algumas vezes, inclusive comentei sobre cimento branco, mas em seu desespero por resolver tudo de maneira ” super prática” e se livrar logo dos pedreiros, comprou lindos pisos cerâmicos brancos, com um detalhe: eles eram destinados para aplicação interna.

Na primeira mangueirada que deu no quintal pra regar suas plantas, vupt, com direito a amnésia e telefonema pra mãe.Fora isso, o quintal ficou ótimo. Ela gostou tanto que aplicou o mesmo piso assassino em seu banheiro recém reformado. Pelo menos, já sei que um capacete será útil como presente de Natal.

Fontes: 79 Ideas / Home & Garden

Criado-mudo

Alguns hoje em dia o chamam de mesa de cabeceira, mesa lateral, entre outros, talvez pelas inúmeras funções que essa pequena peça possa desempenhar. Pra mim, continua sendo o bom e velho criado-mudo.

Essa peça é especial, pois é a primeira da série ” peças estampadas” a ficar pronta. De pau marfim, maciça, com puxador de cerâmica e estampa pintada à mão no tampo.

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