Essa semana troquei um e-mail com a Vivianne Pontes falando sobre o meu projeto das peças. Blogueira super experiente e dotada de visão bem apurada, de saída comentou : a gente aprende acertando e errando.

Sim, uma frase bem simples. Dentro do contexto todo que conversamos, parei e refleti: o quanto disso verdadeiramente aplicamos? O medo de errar muitas vezes faz com que nem tentemos. Parece que depois de adultos temos a obrigação de acertar sempre e fazer cada vez melhor.

Essa despreocupação é uma qualidade sensacional de crianças. Não sabem desenhar, mas um mero rabisco, aos seus olhos, tornam-se rapidamente leões, fantasmas, robôs.

São os mestres da reciclagem, tansformando potes de sorvetes em carrinhos, pedaços de fitas em cabelos e caixas de sapatos em residências de alto luxo.

Vivem num universo onde uma linha muito tênue separa a realidade da fantasia e conseguem ir e vir de uma maneira muito fascinante.

Misturam as cores de formas inusitadas, conseguem voar, constroem rios repletos de jacarés e piranhas com pequenos buracos na terra e um baldinho de água, conversam com bichos e amigos imaginários, migram de um tema para outro com extrema habilidade.

Devemos nos arriscar mais, tentar, errar, acertar, criar e imaginar, porque muitas vezes  uma caixa vazia pode ser tornar mais interessante do que seu conteúdo original.

 

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