É impressionante a velocidade como o tempo vem passando. Sinto-me muitas vezes como a Alice, no país dos espelhos: Preciso correr duas vezes mais simplesmente para continuar no mesmo lugar.

Aí bate, muitas vezes, o questionamento daquilo que estamos fazendo com o  nosso tempo. Quantas e quantas vezes estamos afundados pra resolver coisas que não nos dão o mínimo de prazer e ainda por cima tiram toda e qualquer inspiração?

Obrigação, compromisso, um monte de substantivo chato pra cacete ( a liga dos pudicos que me desculpe…) para finalidades, na maioria das vezes, pouco dignas.  Encaramos uma maratona sendo que a mesma coisa poderia ser resolvida, numa boa, em 3 dias de cooper.

Mas é o maldito tóxico gregário já escrito por Huxley. Todo mundo entra na ” vibe” ( odeio essa palavra! ) e o caos se instaura.

Por isso defendo o ócio e acho que deveriam criar uma estátua em sua homenagem, para ser adorado como fazem com os santos. Imagine só como seria a procissão do ócio? Isso sem falar da Festa do Ócio ou da Semana Internacional do Ócio.

Enquanto nada disso acontece, o jeito é encaixar um tempo no meio do corre pra fazer aquilo que realmente nos inspira. Eu reciclo móveis e os estampo e tem gente que vai mais longe ainda: estampa parede. Olha só o trabalho da Yvonne, que vi no Design Sponge:

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