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Forma : Plural

Releitura do viver bem

A arte de povoar

Urban Outfitters

Enfeites juntam um pó danado mesmo e o trabalho de limpeza de uma casa cheia de adornos é redobrado. Mas que alegria para os olhos eles proporcionam, que festa são dentro de uma casa, quantas grandes lembranças expostas logo ali, acima de um aparador.

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Carrego sérias dúvidas sobre a funcionalidade, na verdade não acredito em função sem sentimento. Se temos a chance de arranjar um significado muito maior para um móvel ou para um ambiente, por que devemos nos conter?

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E enfeites são campeões em doar significados, eles humanizam a atmosfera mais gelada, contam casos, colorem. Mas eles também podem ser aquela fuga do óbvio e o despertar para outras possibilidades.

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Povoar uma casa não é tarefa das mais fáceis. Tem gente que povoa usando a cor como uma linha mestra; outros povoam por etnia; outros por estilo. Tudo é válido, é uma questão de unir e ver se a convivência rola. Se rolou a simpatia, tá tudo certo.

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Além disso, dar a liberdade aos enfeites e trocá-los de lugar é um exercício que pode render espaços com sensações completamente novas. Jogue objetos da sala no quarto, carregue um vaso do quarto para o banheiro e sua percepção será outra. E tem mais: dê um enfeite a um cômodo e ele nunca mais será o mesmo.

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Enfeitar uma casa é como se perfumar e se arrumar pra festa. Exige todo um preparo, demanda tempo. Aliás, acho que tempo é o maior responsável pelas combinações mais afinadas, aquelas que deixam de ser um catado de objetos que deu certo e viram um momento inesquecível dentro de um ambiente.

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Fontes: Urban Outfitters / Casa Vogue / Casa Abril / Emily Henderson / SF Girl by Bay

Aliando relax e funcionalidade

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É o feliz proprietário de um espaço modesto mas que, de tão modesto, acredita que não sirva pra nada? É aí que entra a marcenaria esperta que, sem truques mirabolantes, faz desse pequeno espaço um reduto pra relaxar e acomodar um montão de coisas. O projeto é todinho em linhas retas, o que facilita bem a execução, e composto por um assento com gaveta e acabamento que se estende à parede, deixando-o com um aspecto muito mais aconchegante. É o tipo de projeto polivalente que funciona bem num canto da sala, do quarto ou onde mais tiver um espaço à toa. Além de dar vida a um espaço aparentemente sem utilidade, caprichando na escolha dos acessórios para elaborar uma atmosfera bem descontraída, esse ainda poderá ser o lugar mais disputado da casa.

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Fonte: Vogue Living

 

A casa e os dentes de leite

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Há pouco tempo, meu caçula ganhou uma baita vaga em sua boca, caíram os dois dentes superiores de uma só vez. Encantada por janelas do jeito que sou, foi impossível não vibrar com aquela vista panorâmica toda, pontuando as mudanças e aprendizados que estão por vir.

Poucos dias após a sua perda de dentes, chegou o dia da festa de aniversário de um grande amigo da escola. Tomou banho, perfumou-se todo, escolheu uma roupa bacana e me perguntou com um sorriso largo: “tô bonito?”.

Pergunta boba a se fazer para a mãe, afinal todas elas acham o filho o cara mais bonito do mundo. Mas respondi prontamente que estava lindão e assim seguimos pra festa. O que mais me chamou a atenção em seu comportamento foi o tamanho pouco caso para sua tremenda banguelice. Com ou sem dentes, estava feliz e pronto.

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Isso me fez pensar sobre muitas atitudes que temos em relação as nossas casas. Às vezes ficamos cheios de receio pra por em prática uma ideia atrevida e deixamos de experimentar a felicidade. Infelizmente, esquecemos que essa ideia pode assumir um caráter provisório, ser um ensaio para uma decisão mais séria, como um dente de leite.

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Quantas e quantas vezes não ficamos amarrados a velhos conceitos? Pois é preciso reformulá-los e botar a cachola pra funcionar a nosso favor. Fugir de padrões pré-estabelecidos e convencionais em prol de uma alegria maior faz todo o sentido, além de nos tirar da clássica inércia do “não dá pra fazer nada”.

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Botar fé que nosso estado de espírito supera metragens, abre paredes e nos faz acreditar que o lado de fora e lado de dentro é apenas uma questão de ponto de vista, depende das lentes que usamos para ver.

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Bobagem levar a sério essa história de não usar pra não quebrar, não expor para não sujar e manter as coisas que julgamos valiosas muito bem guardadas no fundo do armário à espera do dia certo. O dia certo e especial deve ser todo santo dia.

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Cultivar e traduzir nossos gostos das mais variadas formas, sejam eles ecléticos e até duvidosos, pouco importa. O que conta é que nossa identidade seja mantida acima de qualquer tendência e que a gente consiga enxergar nossa alma a cada passo que damos dentro de nossa casa.

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É importante que a gente se contagie mais e seja menos austero em relação aos padrões e transformações que desejamos colocar em prática. Sejamos mais banguelas felizes, porque no final das contas nem mesmo todos os dentes definitivos duram a vida toda.

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Fontes: Histórias de Casa / Boho Deco Chic / A Casa dos Outros / Justina Blakeney / Vogue Living

Um bar sobre o aparador

 

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Aparador é daquelas peças total flex que decoram e acomodam uma porção de coisas. O que tenho aqui em casa que o diga! Guarda desde fotos à coleção de washi tape, passando até por manuais de Lego e parafusos. Por ter uma característica versátil, também permite uma série de combinações de objetos, o que não se torna um espanto criar um bar sobre ele. As bebidas bem acomodadas numa bandeja tornam-se um volume único e organizado enquanto fazem companhia para itens meramente ilustrativos. A composição funciona e a decoração sai ganhando! Mas sabe qual a segunda e importante parte disso? É que num dia de festa, muitos itens dispostos sobre ele podem sair de cena e o bar poderá ser ampliado. Resolve aquele problema de falta de espaço que insiste em aparecer nessas situações e dá um ar de festa personalizada.

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Fonte: Casa Abril

Uma boa referência

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Quando vi esse ambiente, de pronto enxerguei um recinto sóbrio, mas bastou gastar só mais um tempinho pra reparar no detalhe sutil doando textura à parede enquanto os quadros a colorem, as distintas estampas que cobrem os estofados, a excelente paleta de cores que harmoniza o todo. Boas surpresas que quebrarem a mesmice que tanto imaginei encontrar no primeiro momento! E a mesa lateral? Baita escolha interessante tanto no tamanho quanto altura. Não é exatamente um aparador nem uma mesa lateral, mas herdou dos dois suas melhores qualidades para o contexto em que está. É o tipo de ambiente que vale como uma ótima prova de que uma boa curadoria de itens faz toda a diferença e mostra que nem toda ousadia é necessariamente extravagante.

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Fonte: Houzz

Autenticidade

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Se tem algo que admiro muito numa casa é a diversidade. Aquela viagem proporcionada aos sentidos quando se olha ao redor, com objetos datados e outros com o frescor da etiqueta recém cortada; o convívio do design da feirinha de artesanato pra lá de batida com peças assinadas; o barato e o caro embaixo do mesmo teto. Ah, como gosto de ver toda a sinceridade contida numa reunião eclética de peças e dá pra sacar que foram escolhidas a dedo ao longo dos anos. O mais bonito disso tudo não é a pura união que deu certo, é o intercâmbio que passa a existir entre elas, quando o antigo valoriza o novo, o glamuroso cultua o brega. É a marca da autenticidade expressa na liberdade de deixar cada coisa ser exatamente aquilo que realmente é.

alisaburke.blogspot.com

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The Shiny Squirrel

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Fontes: Casa Haus / Alisa Burke / Design Files / Histórias de Casa / Justina BlakeneyThe Shiny Squirrel

A Tenda dos Milagres

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Tenho o grande prazer de iniciar 2016 literalmente colhendo frutos, mais precisamente maracujás. Foi um pouco mais de um ano bem complicado, onde precisei aprender um bocado e até lidar com ataque de lagartas. Mas é assim mesmo, se a gente quer um jardim com borboletas, conviver com lagartas faz parte do pacote, né? Foi um aprendizado que exigiu e ainda exige uma baita paciência e muita observação. Diversas vezes bateu aquela vontade de declinar mas, nesses momentos, aparece algum amigo elogiando o que você considera ser um mísero pé de fruta que não dará em nada, sua irmã se empolga e te presenteia com uma tenda que sirva de suporte para que ele cresça bacanudo, e assim você volta a botar fé e o ânimo vem à tona. E com casa, de uma maneira geral, funciona assim. É necessário muito flerte, não dá simplesmente pra mandar aquela cantada objetiva e achar que vai rolar na primeira. Na real, casas de verdade demandam cantadas permanentes. É preciso coragem, é preciso driblar a rotina e, acima de tudo, é fundamental ignorar o calendário, porque não se dota uma casa de estado de espírito com data marcada. E, quando menos se espera, acontece uma daquelas coisas boas da vida: os maracujás nascem e um novo espaço para receber aparece bem no seu quintal.

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Interiorizando o exterior

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Logo mais o verão dará as caras e com ele vem aquela vontade de curtir o espaço externo pra relaxar depois de um dia de labuta, receber os amigos com descontração e tirar o máximo proveito que uma área externa pode proporcionar. Mesmo esse sendo o desejo de muita gente, a real é que nem todo mundo dispõe de nem uma varandica pra chamar de sua. Então, que tal  uma ludibriada boa na sala pra criar um climinha “pé pra fora” ?

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Uma boa maneira de se atingir esse objetivo é apostar em tons terrosos, que vão desde o sutil areia até os marrons mais quentes, pois eles possuem uma grande facilidade de nos transportar visualmente para a natureza. Sempre elegantes, podem ser super contemporâneos dependendo das companhias que lhes arranjar, além de terem um efeito tranquilizante e serem ótimos para combinar com uma gama enorme de cores.

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Vale investir nas diferentes tramas de tecidos e no mix de materiais naturais, sem esquecer que os pequenos objetos ajudam a constituir uma atmosfera mais personalizada e intimista. Vale estátuas, bowls artesanais, cestos etc, e sempre tenha por perto o toque da madeira e, para um visual mais moderno, o cobre é um excelente aliado.

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E não se limite ao conceito de que móveis para área externa só devem ser usados na área externa. Traga-os pra dentro, afinal a ideia aqui é driblar a arquitetura e ser capaz de fazer uma alusão àquela varanda que você não tem. Normalmente esses móveis são super confortáveis e podem substituir alguns mobiliários convencionais.

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Não podemos nos esquecer que esse tal lado de fora que pretendemos trazer pra dentro pode envolver o céu, o sol, o mar, as flores. Embora seja uma proposta um pouco mais ousada, as cores fortes podem ser utilizadas para nos remeter a esses elementos. O degradê é uma pedida interessante, afinal tem uma característica suave ao mesmo tempo em que carrega um teor de atrevimento que pode até dispensar o uso de muitos acompanhamentos,  e pode invadir cortinas, almofadas e até uma parede inteira.

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Uma outra maneira é usar as cores sem dó nem piedade, com contrastes bastante vivos que se parecem um radiante dia ensolarado. Capriche na descontração, crie assentos extras com almofadas que podem se espalhar pelo tapete, pontue com tinta os itens que pretende realçar e abrace a causa sem medo.

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Capriche no uso de plantas, porque elas são o caminho mais curto quando se trata de doar uma pegada de área externa a qualquer cenário.Use sobre móveis ou prateleiras, faça conjuntos de vasos pelo chão, pendure no teto, elabore paredes vivas. O resto fica a encargo do estado de espírito…

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Fontes: Justina Blakeney / Keltainen Talo Rannalla / Casa Très Chic / El Mueble / Lonny / Casa Abril / Justina Blakeney

Essa tal simplicidade

Ela é inquietante e sempre nos faz questionar como consegue ser tão formidável com tão pouco. Transforma o trivial num algo a mais, sendo sempre muito sutil, sem fórmulas mirabolantes. Com seu caráter leve, ela é aquele imperfeito que retrata cuidado, aconchego e carinho.

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O seu compromisso não é com copos de cristais, toalhas caríssimas ou louças assinadas, mas sim com o corriqueiro que muitas vezes não damos a menor importância. Essa tal simplicidade tem muito mais do que podemos ver, ela é uma quantidade enorme de sentimentos expressos de forma minimalista para nossos olhos.

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Fontes: Apartment Therapy

Parede preta

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A parede preta vem ganhando um espaço danado nos mais variados interiores, mas ainda causa uma boa polêmica, especialmente pelo receio de cair no clichê de clima de boate. Sem dúvida, ela demanda alguns cuidados para que isso não ocorra, do mesmo modo que outras cores demandam outros tipos de cautela.  

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A primeira coisa a botar reparo é na iluminação natural. Parede escura pede uma excelente entrada de luz pra não se tornar sufocante e pesada e também é importante pensar na iluminação adicional, como luminárias. Aliás, uma iluminação coadjuvante se destaca bravamente numa parede de tom escuro.

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Itens coloridos são companhias excelentes, pois aliviam sua dramaticidade, assim como a madeira em diversos tons e plantas são super bem-vindas. Embora a parede preta tenha uma  presença bastante marcante, ela sabe dividir o palco, dando o devido destaque que todas as cores merecem e ainda realça muito bem as texturas.

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Para quem curte contrastes, ela é um prato cheio de possibilidades. Sua dose de seriedade contagia até as cores com tendência infantil e permite o mix de formas e estilos de uma maneira particular, contribuindo para manter um bom equilíbrio.

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Uma parede preta camufla imperfeições, doa profundidade ao recinto, faz do banal algo sofisticado. Ela é o básico que intriga,  um verdadeiro passeio entre o elegante e o despojado.

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Fontes: The Interiors Addict / Casa Abril / PinterestCush and Nooks

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