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Forma : Plural

Releitura do viver bem

Uma casa para definir em uma palavra: liberdade

O conceito de morar bem, hoje, tem uma dimensão enorme. E embora lhe tenha sido atribuído um valor tão grande, acredito que o morar bem está realmente ligado às coisas simples, em ter a seu redor itens que lhe são preciosos, impregnar cada pedacinho de alicerce com a sua essência, ter aquilo que faz sentir-se bem. É o seu pedaço de mundo sob um teto, onde tem passe livre pra ser você, sem maiores preocupações. O caso curioso dessa casa, por exemplo, que aconteceu porque o cara adora cozinhar e seu sonho era ter uma mesa de jantar grande para receber bem seus amigos. Foi a partir desse querer e desse gostar tão presente que esses ambientes incríveis aconteceram. Até as cadeiras diferentonas não são mero acaso: “Ao longo dos anos, montei uma coleção de cadeiras, diz Pelosi. Meus amigos podem escolher a melhor cadeira para eles, já que os diferentes tipos de corpo são confortáveis em diferentes lugares”. Morar bem não significa seguir regras ou prender-se a determinados status. Morar bem significa ter uma experiência agradável, enxergar função real para o que te cerca – isso se estende também àqueles itens cuja função é meramente ilustrativa, mas que nos tornam muito mais alegres toda vez que os vemos. A não ser que queira apenas um reduto pra dormir e guardar suas tranqueiras, uma casa é aquele espaço onde se encontra e sua identidade está à salvo de fraude: tudo é familiar e acolhedor. Medo de errar? Acha que se juntar tudo que julga interessante e importante pra vc não vai dar liga? Então deixo mais uma aspas do tal Pelosi, o morador desse cafofo: “Eu sempre senti que, se eu comprar o que eu gosto, tudo vai funcionar junto porque é a minha estética”.

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Fonte: Curbed

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De volta ao feriado

O feriado vai embora e a gente sempre fica com aquela vontade de quero mais. Quero mais ruas livres, quero mais dias sem rotina, quero mais viver com o espírito bem leve, sem olhar para o relógio. Mas, infelizmente, existem coisas difíceis de mudar, mas para tantas outras a gente consegue dar uma bela ludibriada e criar um verdadeiro faz de conta que tô no feriado. Cenografar a casa, por exemplo, é um faz de conta bom pra caramba. Mergulhar num ambiente acolhedor e que transpira liberdade é passaporte instantâneo para o relax, um convite pra se desligar da correria e botar a cabeça pra funcionar no modo slow. Nesse quesito, investir em revestimentos que conferem conforto visual ou resgatam a lembrança de algo muito bom é imbatível, se for gostoso pra andar descalço é melhor ainda…Materiais naturais, daqueles que a gente identifica ao toque, são parceiros poderosos do aconchego. Escolha bem o cesto, o cachepô, o tapete. É a unidade entre esses pequenos itens que dá o tom. Menos peças mobiliárias e mais itens multifuncionais, que dá pra carregar pra lá e pra cá. Isso contribui para um maior dinamismo e torna os espaços mais livres. Cor não pode faltar, mesmo que em doses pontuais. Combine suas cores favoritas em artigos têxteis e ouse nas composições. Adicione plantas. Liberte-se de suas regras diárias e experimente algo novo. Traga o estado de espírito de um dia de feriado pra dentro de casa.

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Fonte: El Muelbe

Apê das portas azuis

Uma das coisas que mais me chamou a atenção nesse apê foi o uso de soluções conhecidas/batidas. Inclusive as portas azuis! Curioso é que, quanto mais batidas são as ideias, mais parece que elas fogem da nossa cabeça quando tentamos nos lembrar. E, se são batidas e a gente vê pra caramba por aí, é porque devem realmente funcionar, né? Então, deixemos as divagações de lado e vamos lá tomar nota de uma série de soluções genéricas e que se encaixam muito bem em diversos gostos, metragens, bolsos.

Pintar uma porta, uma janela, uma esquadria. Baita coisa que muda tudo de figura, é renovação imediata sem grandes transtornos.

Armário antigo de cozinha também vira mais moço com uma dose de tinta. Brinque com alguns adesivos nos azulejos e o combo estará completo e zero bala.

Em ambientes abertos, usar diferentes revestimentos – seja no piso ou parede – a fim de fazer a divisão visual de onde começa e termina cada recinto.

Ah, descascar uma parede inteira ou um apenas um detalhe dela. É aquele toque de textura que coloca sentimento e confere um aconchego danado.

Galeria de quadrinhos, outro item pro elenco dos mais usados, mais funciona sim senhor e o legal é que dá pra variar o “recheio” quando der na veneta e sempre ter uma galeria diferente.

Porta de correr – em ambientes ou armários – economiza um espaço lascado e cria uma sensação de amplitude incrível.

Banquinho, eita peça total flex que vale cada centavo investido. Vai bem com uma plantinha na sala, no quarto, no banheiro, na cozinha. E vira assento. E vira mesa. E vira escada.

Invista nas plantinhas e espalhe pelos mais diferentes cômodos. Elas trazem movimento, vida e sempre combinam com tudo.

Pra sofás mais interessantes: almofadas. Uma porção delas. Além de garantirem conforto, doam cor, personalidade e viram assentos extras quando espalhadas no chão.

Peças mobiliárias de diferentes formas, como nessa sala, geram um dinamismo visual bem bacana, fazendo a gente nem botar reparo em seu tamanho.

Estantes com objetos expostos criam ambientes interessantes, curiosos, que rapidamente transmitem nossos gostos e torna os ambientes mais humanizados.

Misturar ferro com cromado, madeira clara com madeira escura, diferentes estilos, também torna os ambientes mais ricos ao olhar e muito menos monótonos.

Transforme qualquer espaço possível numa área que possa olhar pra fora. Respiros além de janelas se transformam em locais de lazer e fazem um bem fantástico na correria diária.

 

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Fonte: Planete Deco

Inspiração Coletiva: Encontro com um Móvel

Já faz um tempo que tenho vontade de criar a série Inspiração Coletiva. Como o próprio nome diz, é uma fonte de inspiração vinda de diferentes pessoas para diferentes pessoas, onde cada um se inspira, cria sua versão e inspira outra pessoa.

O primeiro tema dessa série é “Encontro com um Móvel”, onde cada um poderá contar como foi o encontro com aquele móvel antiguinho que habita sua casa, qual sua relação com essa peça, se ela está na forma original ou se recebeu um talento, qual a função/funções que lhe foram atribuídas.

O objetivo dessa ação é tornar o convívio com uma peça de outros carnavais muito mais agradável, evitar o descarte desnecessário, segurar a onda no consumismo e, claro, conseguir inseri-la em seu contexto de uma forma mais bacana e muito mais funcional.

É assim: você faz a foto da sua peça queridona contando sobre o encontro que tiveram e publica em seu Instagram com a #inspiracaocoletiva e #encontrocomumovel – se quiser, pode usar também #formaplural :). Assim fica facinho encontrar a inspiração e partir pro abraço.

Claro que no Insta do Forma:Plural vai rolar post #inspiracaocoletiva e #encontrocomummovel! Será um imenso prazer toda sexta contar o encontro que tive com um móvel, e garanto: foram muitos, nos mais variados lugares, das formas mais bizarras.

Vamos tirar os velhinhos da rua da amargura e provar que são sujeitos cheios de bossa e que esbanjam o charme inconfundível datado dos bons tempos. Conto com vocês!

Participe! Inspire!

 

Cartas na manga

Essa é a típica casa cheia dos truques. Mas nada de ilusionismo super complicado não, é tudo coisa simples, daquelas que faz a gente até se perguntar: como nunca pensei nisso antes? A começar pelas boas sacadas de organização, onde tudo tem seu devido lugar e, detalhe, muitas vezes à mostra mesmo, como o caso das mesinhas de centro na sala que acomodam as mantas. Materiais orgânicos se mesclam com metal, móvel velho com mobiliário novo. Tudo assim, sem medo nem pudor que, de tão à vontade que estão, não causam nem questionamento. A atmosfera é antiguinha, só que carrega um delicioso perfume contemporâneo doado pelos toques de bronze e excelentes pinceladas neon. Aliás, a paleta azul + rosa + amarelo é belíssima sobre a base onde o branco predomina e, quando ele predomina demais, as texturas e estampas entram em cena e criam um efeito visual bonito de se ver. Iluminação, item que poucos dão relevância, aqui tem lugar cativo. São castiçais, abajures, luminárias, arandelas. E tudo com graça, com leveza, sutileza que se nota num segundo momento. Talvez seja esse o segredo dessa casa, a mágica bem realizada das boas composições e escolhas que direcionam os olhos apenas ao que interessa. 

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Fonte: Micasa

Trabalhado na estampa e na cor

Minha avó costumava dizer: se for se atirar num poço, se atire num poço fundo. Ela era cheia dos ditados curiosos, muitos deles nada ortodoxos, e outros tantos tão generalistas que carreguei pra minha vida adulta lhes atribuindo um bom toque de humor. Esse tal provérbio do poço foi um deles, usei até a exaustão, e como justificativa para muitas ousadias, como os estofados super coloridos que habitaram as salas onde morei. Estofado, seja ele uma poltrona ou um sofá de sei lá quantos lugares, é elemento chave em qualquer sala, ao menos em meu humilde ponto de vista. É lá que a gente se joga e que a gente joga quem chega. Lugar cativo, de destaque, almejado. Com cor, ele cresce, ganha personalidade e enriquece o ambiente. Sem falar que, se o sofá é daqueles com um design não tão legal mas cujo conforto te faz esquecer disso, dê-lhe uma bela estampa de presente. Ficará exclusivo, novinho em folha e pronto pras próximas! Ah, pra quem ainda não testou, costumo usar também o plano B da tapeçaria: tapetes artesanais super coloridos, que a gente até lava na máquina de lavar e, quando mais lava, mais bacana fica. Artigo com preço honesto, com paletas fáceis de compor e de uma versatilidade fantástica.

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Fontes: Anna Spiro / One Kings Lane / The Jungalow / Marie Claire Maison / Keltainen Talo Rannalla 

Em azul

Acho uma tremenda arte e extrema habilidade tingir a casa com uma cor predominante. Coisa complicada de se fazer espalhar a mesma cor em praticamente todos os ambientes e não ficar nem um pouco over – nem besta! Tem que saber dosar, contrastar, tem que saber tirar partido das nuances, pedir auxílio para as texturas e formas. É coisa de sutileza e elegância e o resultado é daqueles chocantes: monocromia sem monotonia. O jogo do mais claro com o mais escuro que confere dinamismo e movimento, a grande sacada de tirar vantagem da harmonia já estabelecida dentro da mesma cor e uma opção das boas para os indecisos de plantão.

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Fonte: Decordemon

Jardim, uma questão de ponto de vista

Vontade, quando ela é grande mesmo, é algo que chega chegando, invadindo, tomando conta. Não há quem segure a danada, ela dá jeito pra tudo, até para a falta de um jardim. A vontade faz jardim em qualquer cômodo; no chão, na parede, no teto, na prateleira; na casa e no apartamento; interno ou externo; do grande e do pequeno. Porque, no final das contas, quando a tal vontade é porreta mesmo, não importa a dimensão, o que conta é a sensação de estar lá juntinho do verde, da textura da planta, do ser vivo que nunca vai deixar sua casa vazia.

Escolha o lugar que conta com uma iluminação natural bacana, eleja as espécies que se encaixam às condições disponíveis e ao seu tempo e vá ser feliz. Vivo rodeada delas, tenho plantas de enfeite, frutíferas e hortaliças e é uma baita alegria esse convívio, além de dar uma turbinada fantástica na decoração.

Aproveito pra deixar uma sugestão de algo que faço em casa: revezamento de plantas. Sabe aquela vontade louca de ter uma planta num lugar que simplesmente não rola, que é baixa na certa? Então, com o revezamento rola! Troque as plantas com iluminação menos privilegiada pelas mais privilegiadas semanalmente e assim as verdinhas sempre estarão bonitonas.

As fotos são do Jungalow, prato cheio pra quem curte um décor maximalista e cheinho de plantas! 🙂

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Puro atrevimento

E dos bons, daqueles que fazem os olhos se esbaldar! Ainda na mesma sintonia do post anterior, talvez porque esteja fazendo algumas mudanças na paleta de cor de uns cantinhos da minha casa ( aqui tem um bocado dela!), o elemento cor tem me chamado bastante a atenção.

Pra falar a verdade, me chama a atenção desde que peguei na mão o exemplar de uma edição espanhola repleto de lares coloridos. Foi identificação instantânea, um flashback da casa da minha avó materna ali materializado – e um alívio tremendo saber que tinha por aí espalhado um monte de gente corajosa, que bota em prática o que gosta!

Além da liberdade toda ali presente, com muito faça-você-mesmo, objetos garimpados, reutilizações; me interessei pelas tonalidades utilizadas nos mobiliários antigos, que conferiam uma pegada contemporânea, fazendo um câmbio muito inteligente.

As tonalidades ganhavam a elegância vinda do design dos móveis; os móveis por sua vez vestiam-se de frescor. É o poder do contraste, do atrevimento, da união daquilo que parece improvável, como essa despretensiosa casa de campo espanhola. É o tipo de referência que pega a gente de assalto porque interpreta as ações do tempo de forma inusitada, cheia de vida e de cor.

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Fonte: Planete Deco

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